1914 - ESTÁ ESCRITO NA BÍBLIA?
PROFECIAS DE DANIEL CAPÍTULO 2
PRIMEIRA CITAÇÃO DE 1914 NA BÍBLIA.
TEMA: O REINO DE JEOVÁ ESTABELECIDO EM 1914.
A maioria das pessoas pergunta: ONDE ESTÁ ESCRITO 1914? Quando Bíblia fala de data, ela é específica. Por exemplo: No primeiro ano do Rei Fulano de Tal, no segundo mês e no dia quatorze aconteceu...Etc. Então questionam: mostre-nos o versículo que acreditamos. Ou mostre-nos esta data "1914" na Bíblia que eu quero ver!
Mas, o leitor se esquece que datas de fatos históricos da Bíblia já ocorridos, são a cronologia da história humana na Bíblia. Porém, 1914 é data profética a acontecer muito tempo depois da profecia ser escrita. Datas proféticas são reveladas através de cálculos (fornecidos pela Bíblia) ou por aguardar a profecia cumprir-se.
A prova a veracidade do acima exposto, está na profecia de Daniel 9:24-27, que não diz diretamente a data do aparecimento do Messias, sua vida ministerial e sua morte. Entretanto pelos cálculos e pelo cumprimento da profecia descobriu-se a data e seus pormenores.
Jesus deixou claro que datas de profecias inclusive 1914, devem ser descobertas na época certa, em condições corretas. Considere a data da destruição de Jerusalém em 70 d. C. Embora não está escrito 70 d. C, todos na época sabiam e fugiram para os montes. Observe que Jesus usou uma profecia de Daniel . Mateus 24:3,15; Luc. 21:20-24.
O Livro de Daniel capitulo 11 tem profecias que indicam o que iria acontecer à partir de 1914. Por Exemplo: quando seria a primeira Guerra mundial, quanto tempo seria sua duração e quem sairia vitorioso nela . Assim também, Daniel revela tudo sobre a II Guerra mundial. Portanto, Jesus nunca proibiu a descoberta de datas de profecias na Bíblia. Em Atos 1:6-8, Jesus apenas alertou que datas de profecias DO TEMPO do fim, deveriam ser descobertas após a fundação da Congregação Cristã em Pentecostes.
A PRIMEIRA CITAÇÃO DE 1914 NA BÍBLIA.
Daniel 2:44, Apoc. 12:10.
TEMA: O REINO DE JEOVÁ ESTABELECIDO EM 1914.
Então raciocine: "(Daniel 2:44) “Nos dias desses reis, (a estátua já com os pés) o Deus do céu estabelecerá um reino (1914) que jamais será destruído. E esse reino não passará para as mãos de nenhum outro povo. Vai esmigalhar e pôr um fim a todos esses reinos (No Armagedom), e somente ele permanecerá para sempre. (Reino Milenar)," Daniel 2:44.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO:
01- Em que contexto está esta declaração de Daniel 2:44?
No contexto da Dominação MUNDIAL de Potências governamentais sobre o REINO DE DEUS. Observe a Leitura de Daniel 2:29-45.
Nessa leitura encontrará o sonho profético (da dominação mundial inclusive sobre o Reino de Deus) do rei babilônico Nabucodonosor de uma enorme estátua, cujo significado foi revelado pelo profeta Daniel.
Trata-se da sucessão de potências mundiais que dominariam o mundo e sobre o Reino de DEUS, desde a Cabeça da estátua até os seus pés. Dan. 2:31-33.
Daniel inspirado por Jeová revelou quais potências eram:
A cabeça: O próprio reinado Babilônico Nabucodonosor. Dan. 2:37,38. Surgimento: 607 a. C
Potência mundial que interrompeu o Reinado terrestre de Jeová, com a destruição de Jerusalém e exílio do povo de Deus.
O peito e braços: Medo-Pérsia. Dan. 2:39> Surgimento 539 a. C
O abdômen e coxas: Grécia. Dan. 2:39> Surgimento 331 a. C.
As pernas: Roma. Dan. 2:39> Morte do Messias 33 d. C, e 63-70 d. C Destruição Jerusalém.
Os pés: Anglo Americana. Dan. 2:40,41,44> Surgimento 1914 d.C. na I GUERRA MUNDIAL
Restauração do Reino de Jeová na Jerusalém celestial em 1914. (Fim da Dominação dos gentios sobre o Reino de Deus).
TOTAL DA DOMINAÇÃO DOS GENTIOS: 2520 ANOS
02- Quando surgiu a potência Anglo Americana representada pelos pés da estátua, e o que Deus disse que Ele estabeleceria a partir desse ano?
Note: “Nos dias desses reis (a estátua já com os pés em 1914), o Deus do céu estabelecerá um reino (em 1914) que jamais será destruído. E esse reino não passará para as mãos de nenhum outro povo (apenas de Cristo e os 144.000). Dan. 7:13,14,18.
( O reino de Deus) Vai esmigalhar (No Armagedom) e pôr um fim a todos esses reinos, (inclusive os pés) e somente ele (o reino MILENAR de Deus) permanecerá para sempre," Daniel 2:44.
03- Quanto tempo depois do Reino de Deus implantado no céu junto com a potência Anglo americana, coexistiriam? (ambos surgidos em 1914) Dan. 2:44; 7:13,14; Apoc. 12:10
A profecia de Daniel 2:44 é especifica ao afirmar: Depois do Reino e os pés da estátua serem estabelecidos juntos, ambos coexistiriam desde 1914 até a destruição de todos reis humanos, no Armagedom. (Uma geração, 120 anos).
A profecia diz que o reino de Deus destruirá todos esses reinos humanos brevemente na guerra do grande Deus todo poderoso. Dan. 2:34,35, 44; Apoc. 16:14-16; 17:14; 19:11-18.
04- Conseguiu discernir em Daniel 2:44, duas datas diferentes de ocasiões diferentes?
Primeira data: Estabelecimento do Reino de Deus no céu. (1914)
Segunda data (desconhecida): Destruição de todos reinos humanos e a IMPLANTAÇÃO DO REINO MILENAR no ARMAGEDOM. Mat 24:36.
05- Conseguir "ver" um período do Reino estabelecido no céu em 1914, fazendo todos preparativos para depois de uma geração ser IMPLANTADO na terra? Mat. 6:9,10.
Isto se chama parousia de Cristo no Seu reino, que a tradução Jerusalém (roda pé) traduz por "presença" e não "vinda". Vinda é PARA A GRANDE TRIBULAÇÃO e fim do "mundo" !
Quais são esses "preparativos" de Jesus, nesse período de "parousia" celestial como Rei celestial? O Rei faz a selagem final dos remanescentes da semente, os co herdeiros do Reino aqui na Terra e ajunta a "grande Multidão" de súditos do Reino. Apoc. 7:1-3, 9,10; 12:17.
06- Notou que a "hora e o dia", não se trata de data? Aprendeu que hora e o dia é o momento em que a partir da ordem do Pai para o Filho vir? É isto que Filho não sabe! Notou que essa data desconhecida é o dia de Jeová? Mat. 24:36
07- Os estudantes da Bíblia descobriram a Data de 1914 com antecedência por cálculos baseados na próxima profecia de Daniel (capítulo 4). Entretanto, pelo sonho da estátua (capítulo 2) teriam que aguardar o seu cumprimento em 1914.
08- A princípio o que os estudantes da Bíblia tinham em mente, por volta de 1870, ao descobrirem a Data 1914?
Basicamente, acreditavam que seria "o fim dos tempos dos Gentios". (Daniel capítulo 4). O Reinado de Jeová pelos Reis terrestres da linhagem de Davi, foi interrompido na destruição de Jerusalém. Descobriram que os "gentios" não mais dominariam para sempre, e que o Reinado de Jeová pela linhagem de Davi (Rei Jesus), teria sua restauração e continuidade na Jerusalém celestial em 1914. Dan. 7:13,14,18; Lucas 21:24; Hebreus 12:22.
09- Que detalhes os estudantes da Bíblia não discerniram na ocasião da descoberta da restauração do Reinado de Jeová em 1914?
Não perceberam que na restauração do reinado a Jesus no céu, NÃO seria o início da grande tribulação, o arrebatamento da "igreja", e muito menos o fim do sistema mundano, no Armagedom.
Por que não ocorreu tudo da forma como estavam conjecturando? Quando surgiu a potência Anglo Americana representada pelos pés da estátua, e o que Deus disse que Ele estabeleceria a partir desse ano?
Note: “Nos dias desses reis (a estátua já com os pés em 1914), o Deus do céu estabelecerá um reino (em 1914) que jamais será destruído. E esse reino não passará para as mãos de nenhum outro povo (apenas de Cristo e os 144.000). Dan. 7:13,14,18.
( O reino de Deus) Vai esmigalhar (No Armagedom) e pôr um fim a todos esses reinos, (inclusive os pés) e somente ele (o reino MILENAR de Deus) permanecerá para sempre," Daniel 2:44.
A profecia de Daniel 2:44 é especifica ao afirmar: Depois do Reino e os pés da estátua serem estabelecidos juntos, ambos coexistiriam desde 1914 até a destruição de todos reis humanos. (uma geração).
A profecia diz que o reino de Deus destruirá todos esses reinos humanos brevemente na guerra do grande Deus todo poderoso. Dan. 2:34,35, 44; Apoc. 16:14-16; 17:14; 19:11-18.
Conseguiu discernir em Daniel 2:44, duas datas diferentes de ocasiões diferentes?
Primeira data: Estabelecimento do Reino de Deus no céu. (1914)
Segunda data (desconhecida): Destruição de todos reinos humanos e a IMPLANTAÇÃO DO REINO MILENAR no ARMAGEDOM. Mat 24:36.
Conseguir "ver" um período do Reino estabelecido no céu em 1914, fazendo todos preparativos para depois de uma geração ser IMPLANTADO na terra? Mat. 6:9,10.
Isto se chama parousia de Cristo no Seu reino, que a tradução Jerusalém (roda pé) traduz por "presença" e não "vinda". Vinda é PARA A GRANDE TRIBULAÇÃO e fim do "mundo" !
Quais são esses "preparativos" de Jesus, nesse período de "parousia" celestial como Rei celestial? O Rei faz a selagem final dos remanescentes da semente, os co herdeiros do Reino aqui na Terra e ajunta a "grande Multidão" de súditos do Reino. Apoc. 7:1-3, 9,10; 12:17.
10- Como Tradução Novo Mundo ciente que "parousia" é termo polissêmico, escolheu os locais para traduzir presença ou vinda?
Segundo a regra da Bíblia tudo se define pelo contexto.
Coerentemente a tradução N.M, traduziu "Parousia" como "volta" ou "vinda" apenas (10) dez vezes: Mat. 24:46; 25:27,31; Marcos 8:38; 13:36; Lucas 12:36,37,43; 19:23, Apoc. 1:7; 3:3. Estes são os versículos em que Jesus virá para iniciar seu reino milenar após executar a guerra do Armagedom.
As demais ocorrências foram traduzidas por presença, pelo contexto, significando "estada" durante o período de 1914 até o Armagedom.
11- Se os próximos presidentes dos estudantes da Bíblia viram que em 1914 NÃO houve, A GRANDE tribulação, o arrebatamento VISÍVEL da "IGREJA", nem o fim do mundo, Por que continuaram crendo em 1914? Será que inventaram uma desculpa sem base Bíblia para continuar numa crença "furada"?
É verdade que não desanimaram das profecias do Reino em Daniel e em Apocalipse. Releram todas profecias corretamente inclusive Mateus capítulos 24 e 25.
Depois de muitos anos de estudos e tentativas descobriram o estamos aqui mostrando claramente neste estudo de Daniel 2:44 e em outros lugares: O reino de Davi nasceu no céu em 1914, Nesse mesmo ano Jesus foi coroado e entronizado Rei em sua FAMOSA PAROUSIA (PRESENÇA NO REINO). Descobriram o que estava escrito. O Rei herdou o reino, mas não implantou seu reino MILENAR de imediato. Apoc. 12:9-12
Esse reino nascido em 1914, deveria ser divulgado a todas as nações para DEPOIS VIR O FIM, que o aceitasse e perseverasse se salvaria. Mat. 24:14
12- Por que em 1914 alguns alguns estudantes (vivos) esperavam ser arrebatados nas nuvens e encontrar Jesus no ar?
Naquela época os estudantes não entendiam as três etapas da selagem dos cristãos com esperança celestial.
1- Selagem inicial; todos os mortos de Pentecostes 33 dC até 1914. Ressurreição invisível em 1914 já com seus corpos espirituais. 1 Tess 4:13-17
2- Selagem intermediária dos que morrem à partir de 1914 -até a grande tribulação- Ressurreição instantânea; corpo carnal na sepultura - corpo espiritual para o céu (invisível) 1 Tess;4:15-17
3- Selagem final; todos remanescentes vivos serão transformados instantaneamente no início da grande tribulação, serão arrebatados ao céu abandonando seus corpos carnais e subindo ao céu com o novo corpo espiritual. 1 cor. 15:52. Vide as selagens aqui
O FINAL DOS REINOS MUNDANOS

Arranca-se um PEDRA (Reino de Deus) DO MONTE (soberania de Jeová)e atinge os pés da ESTÁTUA (sistema governamental humano) que dominaram sobre Jerusalém na GUERRA DO ARMAGEDOM.
CONCLUSÃO
Daniel 2:44 nos informa que os pés da estátua (a última potência mundial) e Reino de Jeová surgiriam (seriam estabelecidos) SIMULTANEAMENTE em 1914, na primeira GRANDE GUERRA MUNDIAL, e coexistiriam até o Armagedom.
Portanto, 1914 está escrito na Bíblia, basta acompanhar o cumprimento da profecia da estátua de Daniel capítulo 2. Embora não esteja escrito explicitamente, está escrito em profecias. E em profecias não se revelam a datas por extenso. Veja por exemplo, que a data do surgimento do Messias e da sua morte na terra está escrito na Bíblia, porém em forma de profecia. (cálculos). Dan. 9:24-27>. [*] Vide abaixo
MATÉRIAS ADICIONAIS
PROFECIAS DE DANIEL CAPÍTULO 4
A SEGUNDA CITAÇÃO DE 1914 NA BÍBLIA
TEMA: O REINADO PROFÉTICO DE NABUCODONOSOR. Daniel Capítulo 4
O sonho profético da ÁRVORE aponta para a entronização de Jesus no Reino de Jeová em 1914, na Jerusalém celestial. Dan. 7:13,14.
QUANDO O REINO SERIA ESTABELECIDO NO CÉU? DANIEL CAPÍTULO 4 - SONHO PROFÉTICO DA "ARVORE"
"Calculando da data" do estabelecimento do Reino celestial"
O rei Nabucodonosor reconhece o reinado de Deus (1-3)
“Do rei Nabucodonosor a todos os povos, nações e línguas, que moram em toda a terra: Que seja grande a sua paz! 2 Tenho a satisfação de declarar os sinais e as maravilhas que o Deus Altíssimo realizou com respeito a mim. 3 Como são grandes os seus sinais e como são poderosas as suas maravilhas! Seu reino é um reino eterno, e seu domínio é de geração após geração.
O rei sonha com uma árvore (4-18)

“‘A árvore que o senhor viu, que cresceu e ficou forte, cujo topo atingiu os céus e era visível a toda a terra, 21 que tinha bela folhagem, frutos em abundância e alimento para todos, debaixo da qual moravam os animais selvagens e em cujos galhos residiam as aves dos céus, 22 é o senhor, ó rei, porque o senhor se tornou grande e ficou forte; a sua grandeza cresceu e atingiu os céus, e o seu domínio os confins da terra.
Sete tempos passarão sobre o toco da árvore
23 “‘E o rei viu um vigilante, um santo, que descia dos céus e dizia: “Derrubem a árvore e destruam-na, mas deixem o toco com as raízes na terra, com faixas de ferro e de cobre, no meio da relva do campo. Que ele seja molhado pelo orvalho dos céus, e que a sua porção seja com os animais selvagens, até terem passado sobre ele sete tempos.”
Daniel interpreta o sonho - Cumprimento inicial no rei
24 Esta é a interpretação, ó rei; é o decreto do Altíssimo que atingirá o meu senhor, o rei. 25 O senhor será expulso do meio dos homens e a sua morada será com os animais selvagens; receberá vegetação para comer, como os touros, e será molhado pelo orvalho dos céus;
O rei perde a sanidade por sete tempos (32, 33)
E passarão sobre o senhor sete tempos, até que reconheça que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser.
Deus é Governante sobre a humanidade - restituí-lhe o reinado(17)
26 “‘Mas, visto que mandaram deixar o toco da árvore com as raízes, seu reino lhe será restituído depois que o senhor reconhecer que são os céus que governam
34 “No fim daquele período, eu, Nabucodonosor, olhei para o céu, e meu entendimento voltou a mim. E eu louvei o Altíssimo; dei louvor e glória Àquele que vive para sempre, porque o seu domínio é um domínio eterno, e o seu reino é de geração após geração. 35 Todos os habitantes da terra são como nada diante dele, e ele age segundo a sua própria vontade com relação ao exército dos céus e os habitantes da terra. Não há ninguém que possa detê-lo ou dizer-lhe: ‘O que fizeste?’
O rei enaltece o Deus do céu - reconhece que o reinado de Deus é superior ao seu. (37)
36 “Naquela ocasião meu entendimento voltou a mim, e a glória do meu reino, a minha majestade e o meu esplendor voltaram a mim. Meus altos funcionários e meus nobres me procuravam ansiosamente; fui restabelecido no meu reino, e foi-me dada uma grandeza ainda maior.
37 “Agora, eu, Nabucodonosor, louvo, enalteço e glorifico o Rei dos céus, porque todas as suas obras são verdade e os seus caminhos são justiça, e porque ele pode humilhar os que andam com orgulho.”
NA VISÃO DA ÁRVORE - CAPÍTULO 4 "OS SETE TEMPOS": FORAM SÓ NO REINADO DE NABUCODONOSOR?
CUMPRIMENTO FINAL

OS SETE TEMPOS: O CUMPRIMENTO FINAL
OS "SETE TEMPOS" SE CUMPREM SOMENTE EM NABUCODONOSOR OU TEM UM CUMPRIMENTO FINAL?"
RESPOSTA:
TODAS PROFECIAS DE DANIEL APONTAM PARA O ANO DE 1914!<<<CONFIRA
VISÃO PROFÉTICA ANTERIOR
DANIEL CAPÍTULO 2
[image:image-3]
Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre. Daniel 2:44 ALMEIDA, revista e corrigida
A estátua só ficou completa e de "pé" quando os pés da estátua surgiram em 1914. Foi nesta mesma época (1914) que Deus "estabeleceu o Reino celestial, início das dores de aflicão. Mat 24:7,8,14. (Potência Anglo Americana). Ela dominou até agora. A última potência mundial (os pés) termina no Armagedom.
Conforme representado pela grande árvore, Nabucodonosor simbolizava o governo mundial. Mas lembre-se de que a árvore representa governo e soberania muito maiores do que os do rei de Babilônia.

Simboliza a soberania universal de Jeová, “o Rei dos céus”, especialmente com respeito à Terra.
Antes da destruição de Jerusalém pelos babilônios, o reino cujo centro era aquela cidade, com Davi e seus herdeiros ocupando o “trono de Jeová”, representava a soberania de Deus com respeito à Terra. (1 Crônicas 29:23)
O próprio Deus mandou derrubar e envolver em bandas essa soberania em 607 AEC, quando usou Nabucodonosor para destruir Jerusalém. O exercício da soberania divina para com a Terra, por meio dum reino da linhagem de Davi, foi restrito por sete tempos.
Quanto duraram esses sete tempos? Quando começaram e o que marcou seu fim?
Durante a insanidade de Nabucodonosor, “seu cabelo ficou tão comprido como penas de águias, e suas unhas, como garras de aves”. (Daniel 4:33)
Isso levou mais do que sete dias ou sete semanas. Diversas traduções dizem “sete tempos”, e versões alternativas são “tempos designados (definidos)” ou “períodos de tempo”. (Daniel 4:16, 23, 25, 32) Uma variante do grego antigo (Septuaginta) diz “sete anos”. Os “sete tempos” foram tratados como “sete anos” pelo historiador judeu, Josefo, do primeiro século. (Antiquities of the Jews [Antiguidades Judaicas], Livro 10, Capítulo 10, parágrafo 6)
E certos hebraístas consideram que esses “tempos” são “anos”. “Sete anos” é como são vertidos em A Bíblia na Linguagem de Hoje, na Bíblia Sagrada, Edição Pastoral (4:20), e na tradução inglesa de James Moffatt.
Ao que tudo indica, os “sete tempos” de Nabucodonosor envolviam sete anos. Na profecia, um ano tem em média 360 dias, ou 12 meses de 30 dias cada um. (Note Apocalipse 12:6, 14.)
De modo que os “sete tempos”, ou sete anos, do rei eram 360 dias multiplicados por 7, ou 2.520 dias.
Mas o que dizer do cumprimento maior desse sonho? Os “sete tempos” proféticos duraram muito mais do que 2.520 dias.
Isso foi indicado pelas palavras de Jesus: “Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.” (Lucas 21:24) Esse ‘pisar’ começou em 607 AEC, quando Jerusalém foi destruída e o reino típico de Deus deixou de operar em Judá. Quando terminaria o pisar?
Nos “tempos do restabelecimento de todas as coisas”, quando a soberania divina se manifestaria de novo para com a Terra por meio da Jerusalém simbólica, o Reino de Deus. — Atos 3:21.
A partir desse ponto até 1 AEC são 606 anos. Os 1.914 anos restantes vão desde então até 1914 EC. Portanto, os “sete tempos”, ou 2.520 anos, terminaram em 15 de tisri, ou 4/5 de outubro, de 1914 EC.
Naquele ano cumpriram-se “os tempos designados das nações” e Deus entregou o governo ao “mais humilde da humanidade” — a Jesus Cristo — que fora considerado tão desprezível pelos seus adversários que até mesmo mandaram pregá-lo numa estaca. (Daniel 4:17)
Para entronizar o Rei messiânico, Jeová soltou as simbólicas bandas de ferro e de cobre em volta do “toco” da sua própria soberania. O Deus Altíssimo permitiu assim que um “renovo” régio crescesse dele, como manifestação da soberania divina para com a Terra por meio do Reino celestial nas mãos do maior Herdeiro de Davi, Jesus Cristo. (Isaías 11:1, 2; Jó 14:7-9; Ezequiel 21:27)
Como somos gratos a Jeová por esse bendito resultado e por ele esclarecer o mistério da grande árvore!
PERGUNTAS ESCRUTINADORAS
01- Qual profecia de Daniel com relação ao Reino que não termina em 1914? Será que apenas a profecia da "arvore" que não?
IMPOSSÍVEL, todas iniciam no Reinado Babilônico dominando sobre o Reino terrestre de Deus e terminaram na entronização de Jesus no Reino celestial de Deus. Dan. 2:44, Dan. 7:13,14,
02- A PROFECIA da ÁRVORE está ou não, no contexto da DOMINAÇÃO MUNDIAL das nações mundanas sobre o Reino Terrestre de Jeová?
A profecia da árvore de Daniel está no contexto da DOMINAÇÃO MUNDIAL (7 "tempos" de dominação dos gentios). Dan. 4:32, 35, 37.
Todas as profecias sobre a DOMINAÇÃO MUNDIAL sobre o Reino terrestre, começam com NABUCODONOSOR, a cabeça da estátua. A ÁRVORE na Bíblia simboliza governante poderoso.
Portanto, se o cumprimento do sonho da ÁRVORE tivesse apenas um cumprimento primário no REI, a sucessão de reinos da DOMINAÇÃO MUNDIAL sobre o Reino terrestre de Deus não seriam nem mencionados.
03- Será que no contexto geral de Daniel Capítulo 2 constam todos Reinos que terão DOMINAÇÃO MUNDIAL sobre o Reino terrestre de Deus, desde Nabucodonosor até Jesus? O sonho da Árvore mostra isso?
Exatamente isso. inclusive nas outras profecias do livro de Daniel.
04- O que indica o fato da profecia de Daniel Capítulo 4 constar "7 TEMPOS"; é sonho profético apenas para o reinado Nabucodonosor?
A profecia da árvore de Daniel está no contexto da DOMINAÇÃO MUNDIAL pelas nações gentias do Reino de Deus. Dan. 4:32, 35, 37.
NOS PRIMÓRDIOS, O QUE AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ESPERAVAM CUMPRIR EM 1914?
01- O Reino de Deus plenamente restabelecido no Céu em 1914, livrando a Nova Jerusalém (a nova sede do reino de Jeová) da dominação gentia iniciada com a primeira destruição de Jerusalém e da interrupção do Reino de Deus. Fim dos tempos dos gentios. Dan. 2:44, 7:13,14; Lucas 21:24.
CUMPRIDO PLENAMENTE
02- Jeová provará ao Universo que ele dá o Direito legal para reinar, como Seu representante no Seu Reino Seu Filho Jesus, o HERDEIRO. Dan. 4:17; Ezeq. 21:25-27
CUMPRIDO PLENAMENTE
03- Que depois da entronização de Jesus Cristo em 1914, O corpo inteiro dos ungidos seriam arrebatados ao Céu.
CUMPRIDO PARCIALMENTE
Apenas os ungidos mortos de 33 dC -1914, foram ressuscitados na selagem inicial. 1 Tess 4:13-17; Apoc 4:4; (1 turma sacerdotal) .
Não foram arrebatados na ocasião, os ungidos VIVOS conforme a profecia bíblica que prevê. A selagem final deles seria no arrebatamento do Ungidos Vivos antes do Armagedom. 1 Tes. 4:13-17
04- Provará que findados os tempos dos gentios (Lucas 21:24), As Nações mundanas não mais dominarão sobre o Reino de Deus, cujo Filho foi entronizado no Céu na Nova Jerusalém a celestial. Heb. 12:22,23; Apoc. 11:15; 12:10, 14:1
CUMPRIDO PLENAMENTE
05- Provará nesta data (1914) que no Jambuzeiro de Jeová (Reino de Jeová) serão herdeiros com Cristo, os santos do supremo, os judeus prosélitos espirituais de todas nações. Dan. 7:18; Rom. 3:29,30; 11:7-24; Apoc. 5:9,10
CUMPRIDO PLENAMENTE
06- Provará que após esta data (1914) haverá uma grande Tribulação que atingirá a Terra inteira, com a culminação e início do Reino Milenar de Cristo.
EM CUMPRIMENTO ATÉ AGORA
A princípio os estudantes da Bíblia, imaginavam que a Grande tribulação e início do Reino milenar, seriam logo após a entronização de Cristo no Reino nascido em 1914. Nota: Os apóstolos de Cristo no primeiro século, também imaginavam isso. Lucas 19:11,12; Atos 1:6.
07- Provará que após essa data (1914), o Reino de Deus, por Cristo e os santos do Supremo, esmiuçará todos os reinos humanos previstos pela estátua de Daniel capítulo 2 que dominavam no Lugar do Reino de Jeová, na grande guerra do Armagedom. Dan. 2:31-34; 2:44; Apoc. 16:14,16.
CUMPRIR-SE-Á EM BREVE .
CONCLUSÃO
Qual profecia de Daniel com relação ao Reino que não termina em 1914? Será que apenas a profecia da "arvore" que não?
IMPOSSÍVEL, todas iniciam no Reinado Babilônico dominando sobre o Reino terrestre de Deus e terminaram na entronização de Jesus no Reino celestial de Deus. Dan. 2:44, Dan. 7:13,14,
MATÉRIAS ADICIONAIS
PROFECIAS DE DANIEL CAPÍTULO 7
A TERCEIRA CITAÇÃO DE 1914 NA BÍBLIA.
TEMA: O REINADO É ENTREGUE A JESUS NO CÉU. Daniel Capítulo 7,13,14
Fim da dominação dos gentios (mundana) sobre o reino de Jeová.
O fiel profeta teve “um sonho e visões da sua cabeça, sobre a sua cama”. Daniel 7:1
Daniel exclama: “Eis que os quatro ventos dos céus agitavam o vasto mar. E quatro animais gigantescos subiam do mar, cada um diferente dos outros.” Que animais notáveis! O primeiro é um leão alado, e o segundo é semelhante a um urso. Depois vem um leopardo com quatro asas e quatro cabeças. O quarto animal, extraordinariamente forte, tem grandes dentes de ferro e dez chifres. Dentre os dez chifres sobe um chifre “pequeno” que tem “olhos semelhantes aos olhos de homem” e “uma boca falando coisas grandiosas”. — Daniel 7:2-8.
Jeová o Antigo de Dias está entronizado gloriosamente como Juiz na Corte celestial. ‘Há mil vezes mil que lhe ministram e dez mil vezes dez mil que ficam de pé logo diante dele.’ Julgando adversamente os animais, ele lhes tira o domínio e destrói o quarto animal. O domínio duradouro sobre “os povos, grupos nacionais e línguas” é entregue a “alguém semelhante a um filho de homem”. Daniel 7:9-14.
“Quanto a mim”, diz Daniel, “meu espírito estava aflito dentro de mim por causa disso, e as próprias visões da minha cabeça começaram a amedrontar-me”. De modo que procura obter dum anjo “informação fidedigna sobre tudo isso”. O anjo, deveras, lhe dá a conhecer “a própria interpretação dos assuntos”. (Daniel 7:15-28)
A profecia de Daniel capítulo 7, delineava futuros acontecimentos mundiais que atingem os nossos tempos, em que “alguém semelhante a um filho de homem” recebe o domínio sobre todos “os povos, grupos nacionais e línguas”.
QUATRO ANIMAIS SOBEM DO MAR
“Quatro animais gigantescos subiam do mar”, disse Daniel. (Daniel 7:3) O que simbolizava o mar agitado pelo vento? Esse mar representava “povos, e multidões, e nações, e línguas” e é um símbolo apropriado das massas da humanidade alienada de Deus. — Apocalipse 13:1, 2; 17:15; Isaías 57:20.
“Quanto a estes animais gigantescos”, disse o anjo de Deus, “por serem quatro, são quatro reis que se erguerão da terra”. (Daniel 7:17) Evidentemente, o anjo identificou os quatro animais vistos por Daniel como “quatro reis”. Assim, esses animais significam potências mundiais. Mas quais delas?
A visão do sonho de Daniel de quatro animais tem relação estreita com o sonho de Nabucodonosor a respeito duma enorme estátua. “O capítulo 7 de Daniel é paralelo ao capítulo 2.” ” As quatro potências mundiais representadas pelos quatro metais do sonho de Nabucodonosor foram o Império Babilônico (cabeça de ouro), a Medo-Pérsia (peito e braços de prata), a Grécia (ventre e coxas de cobre) e o Império Romano (pernas de ferro). (Daniel 2:32, 33) Vejamos como esses reinos correspondem aos quatro animais gigantescos vistos por Daniel.

FEROZ COMO LEÃO, VELOZ COMO ÁGUIA
“O primeiro era como leão e tinha asas de águia. Eu estava observando até que se lhe arrancaram as asas, e ele foi levantado da terra e posto nos dois pés como um homem, e deu-se-lhe um coração de homem.” (Daniel 7:4) Esse animal retratava o mesmo domínio representado pela cabeça de ouro da enorme estátua, a Potência Mundial Babilônica (607-539 AEC). Igual a um “leão” predatório, Babilônia devorava ferozmente nações, incluindo o povo de Deus. (Jeremias 4:5-7; 50:17) Esse “leão”, como que com asas de águia, avançava numa conquista agressiva. — Lamentações 4:19; Habacuque 1:6-8.

Com o tempo, ‘arrancaram-se as asas’ desse extraordinário leão alado. Perto do fim do governo do Rei Belsazar, Babilônia perdeu a velocidade de conquista e a supremacia leonina sobre as nações. Não era mais veloz do que um homem, que tem duas pernas. Recebendo “um coração de homem”, ficou fraca. Faltando-lhe “o coração do leão”, Babilônia não mais podia comportar-se como rei “entre os animais da floresta”. (Note 2 Samuel 17:10; Miqueias 5:8.) Outro animal gigantesco acabou com ela.
VORAZ COMO URSO
“Eis aqui outro animal”, disse Daniel, “um segundo, semelhante a um urso. E estava levantado dum lado, e havia três costelas na sua boca entre os seus dentes; e dizia-se-lhe o seguinte: ‘Levanta-te, come muita carne.’” (Daniel 7:5) O rei simbolizado pelo “urso” era o mesmíssimo representado pelo peito e pelos braços de prata da enorme estátua — a linhagem de governantes medo-persas (539-331 AEC), começando com Dario, o Medo, e Ciro, o Grande, e terminando com Dario III.

O urso simbólico estava “levantado dum lado”, talvez pronto para atacar e subjugar nações, mantendo assim o poder mundial. Ou é possível que essa posição visasse mostrar que a linhagem de governantes persas obteria ascendência sobre o único rei medo, Dario. As três costelas entre os dentes do urso podem indicar as três direções em que fez as suas conquistas. O “urso” medo-persa foi para o norte para se apoderar de Babilônia em 539 AEC. Foi para o oeste através da Ásia Menor e para a Trácia. Por fim, o “urso” foi para o sul, para conquistar o Egito. Visto que o número três às vezes simboliza intensidade, as três costelas podem também enfatizar a avidez de conquista do urso simbólico.
O “urso” atacou nações em resposta às palavras: “Levanta-te, come muita carne.” Devorando Babilônia segundo a vontade divina, a Medo-Pérsia estava em condições de realizar um valioso serviço para com o povo de Jeová. E fez isso! Por meio de Ciro, o Grande, Dario I (Dario, o Grande) e Artaxerxes I, a Medo-Pérsia libertou os judeus cativos em Babilônia, e ajudou-os a reconstruir o templo de Jeová e a consertar as muralhas de Jerusalém. Com o tempo, a Medo-Pérsia passou a governar 127 distritos jurisdicionais, e o marido da Rainha Ester, Assuero (Xerxes I), “reinava desde a Índia até a Etiópia”. (Ester 1:1) No entanto, estava para surgir outro animal.
VELOZ COMO UM LEOPARDO ALADO!
O terceiro animal era “semelhante a um leopardo, mas tinha quatro asas de criatura voadora nas suas costas. E o animal tinha quatro cabeças e deveras foi-lhe dado domínio”. (Daniel 7:6) Como seu equivalente, o ventre e as coxas de cobre da estátua do sonho de Nabucodonosor, esse leopardo de quatro asas e quatro cabeças simbolizava a linhagem macedônia, ou grega, de governantes, começando com Alexandre, o Grande. Alexandre, com a agilidade e a velocidade dum leopardo, atravessou a Ásia Menor, foi para o sul ao Egito, e seguiu até a fronteira ocidental da Índia. (Note Habacuque 1:8.) Seu domínio foi maior do que o do “urso”, porque incluía a Macedônia, a Grécia e o Império Persa.

O “leopardo” ficou com quatro cabeças depois da morte de Alexandre em 323 AEC. Quatro dos seus generais tornaram-se por fim seus sucessores em partes diferentes do domínio dele. Seleuco obteve a Mesopotâmia e a Síria. Ptolomeu controlou o Egito e a Palestina. Lisímaco governou a Ásia Menor e a Trácia, e Cassandro ficou com a Macedônia e a Grécia. Daí surgiu uma nova ameaça.
UM ATEMORIZANTE ANIMAL REVELA-SE DIFERENTE
Daniel descreveu o quarto animal como “atemorizante e terrível, e extraordinariamente forte”. Ele prosseguiu: “E tinha dentes de ferro, grandes. Devorava e esmiuçava, e o resto calcava com os seus pés. E era diferente de todos os outros animais que lhe precederam, e tinha dez chifres.” (Daniel 7:7) Esse atemorizante animal começou como a potência política e militar de Roma. Aos poucos, apoderou-se das quatro divisões helenísticas do Império Grego, e no ano 30 AEC, Roma já havia emergido como a próxima potência mundial da profecia bíblica. O Império Romano, subjugando tudo no seu caminho pela força militar, aumentou por fim até cobrir uma área que se estendia desde as Ilhas Britânicas para baixo, através de boa parte da Europa, em torno do Mediterrâneo e além de Babilônia até o golfo Pérsico.

Desejoso de certificar-se a respeito desse animal “extraordinariamente atemorizante”, Daniel escutou com atenção a explicação do anjo: “Quanto aos [seus] dez chifres, daquele reino levantar-se-ão dez reis; e depois deles levantar-se-á ainda outro, e ele mesmo será diferente dos primeiros, e três reis serão humilhados.” (Daniel 7:19, 20, 24) O que eram esses “dez chifres”, ou “dez reis”?
Ao passo que Roma se tornou mais afluente e cada vez mais decadente, por causa do modo de vida licencioso da sua classe governante, ela diminuiu como potência militar. Com o tempo, o declínio da força militar de Roma tornou-se bem evidente. O poderoso império, por fim, desfez-se em muitos reinos. Visto que a Bíblia muitas vezes usa o número dez para indicar inteireza, os “dez chifres” do quarto animal representam todos os reinos resultantes da dissolução de Roma. Deuteronômio 4:13; Lucas 15:8; 19:13, 16, 17.
A Potência Mundial Romana, porém, não acabou com a remoção do seu último imperador em Roma, em 476 EC. Por muitos séculos, a Roma papal continuou a exercer domínio político, e especialmente religioso, sobre a Europa. Fez isso por meio do sistema feudal, em que a maioria dos habitantes da Europa estavam sujeitos a um senhor, e consequentemente a um rei. E todos os reis reconheciam a autoridade do papa. De modo que o Santo Império Romano, tendo a Roma papal como ponto focal, dominou os assuntos do mundo durante aquele longo período da história chamado Era do Obscurantismo.
UM CHIFRE PEQUENO OBTÉM SUPERIORIDADE
“Eu estava contemplando os chifres”, disse Daniel, “e eis que subiu entre eles outro chifre, um pequeno, e três dos primeiros chifres foram arrancados diante dele”. (Daniel 7:8) Sobre esse chifre pequeno, o anjo disse a Daniel: “Depois deles [dos dez reis] levantar-se-á ainda outro, e ele mesmo será diferente dos primeiros, e três reis serão humilhados.” (Daniel 7:24) Quem é esse rei, quando se levantou e que três reis ele humilhou?

“Eu estava contemplando os chifres”, disse Daniel, “e eis que subiu entre eles outro chifre, um pequeno, e três dos primeiros chifres foram arrancados diante dele”. (Daniel 7:8) Sobre esse chifre pequeno, o anjo disse a Daniel: “Depois deles [dos dez reis] levantar-se-á ainda outro, e ele mesmo será diferente dos primeiros, e três reis serão humilhados.” (Daniel 7:24) Quem é esse rei, quando se levantou e que três reis ele humilhou?
Considere os seguintes acontecimentos. Em 55 AEC, o general romano Júlio César invadiu a Bretanha, mas deixou de estabelecer ali um povoamento permanente. Em 43 EC, o Imperador Cláudio iniciou uma conquista mais permanente do sul da Bretanha. Daí, em 122 EC, o Imperador Adriano começou a construir uma muralha desde o rio Tyne até o golfo de Solway, demarcando o limite setentrional do Império Romano. No começo do quinto século, as legiões romanas deixaram a ilha. “No século 16”, explicou um historiador, “a Inglaterra tinha sido uma potência de segunda classe. A sua riqueza era pouca em comparação com a dos Países Baixos. A sua população era bem menor do que a da França. Suas forças armadas (incluindo a marinha) eram inferiores às da Espanha.” Evidentemente, a Bretanha era então um reino insignificante, sendo o simbólico chifre pequeno do quarto animal. Mas isso ia mudar.
Em 1588, Filipe II, da Espanha, lançou a Armada Espanhola contra a Bretanha. Essa frota de 130 navios, com mais de 24 mil homens, navegou pelo canal da Mancha, apenas para ser derrotada pela marinha britânica, e ser vítima de ventos contrários e de ferozes tempestades atlânticas. Esse acontecimento “marcou a decisiva passagem da supremacia naval da Espanha para a Inglaterra”, disse certo historiador.
No século 17, os holandeses desenvolveram a maior marinha mercante do mundo. A Bretanha, porém, com o aumento das suas colônias de além-mar, prevaleceu sobre esse reino.
Durante o século 18, os britânicos e os franceses guerreavam entre si na América do Norte e na Índia, o que levou ao Tratado de Paris, em 1763. Esse tratado, disse o autor William B. Willcox, “reconheceu a nova posição da Grã-Bretanha como potência europeia dominante no mundo fora da Europa”. A supremacia da Grã-Bretanha foi confirmada pela esmagadora vitória sobre Napoleão, da França, em 1815 EC.
Os “três reis” que a Grã-Bretanha assim ‘humilhou’ foram a Espanha, os Países Baixos e a França. (Daniel 7:24) Em resultado disso, a Grã-Bretanha emergiu como a maior potência colonial e comercial do mundo. Deveras, o chifre “pequeno” tornara-se uma potência mundial!
O anjo disse a Daniel que o quarto animal, ou quarto reino, ‘devoraria toda a terra’. (Daniel 7:23) Mostrou ser assim com a província romana antigamente conhecida como Bretanha. Por fim, tornou-se o Império Britânico e ‘devorou toda a terra’. Em certo período, esse império abrangia um quarto da superfície terrestre do globo e um quarto da sua população.
Havia mais envolvido no chifre “pequeno” do que o Império Britânico. Em 1783, a Grã-Bretanha reconheceu a independência das suas 13 colônias americanas. Os Estados Unidos da América tornaram-se subsequentemente aliados da Grã-Bretanha, emergindo da Segunda Guerra Mundial (1914) como nação dominante da Terra. Eles ainda têm fortes vínculos com a Grã-Bretanha. A resultante potência mundial dupla anglo-americana constitui o “chifre que tinha olhos”. Deveras, essa potência mundial é observadora, astuta! ‘Fala coisas grandiosas’, dita a política para grande parte do mundo e atua como seu porta-voz, ou “falso profeta”. Daniel 7:8, 11, 20; Apocalipse 16:13; 19:20.
O CHIFRE PEQUENO OPÕE-SE A DEUS E AOS SANTOS DELE
Daniel continuou a descrever sua visão, dizendo: “Eu estava observando quando este mesmo chifre fez guerra aos santos, e prevalecia contra eles.” (Daniel 7:21) Referente a esse “chifre”, ou rei, o anjo de Deus predisse: “Falará até mesmo palavras contra o Altíssimo e hostilizará continuamente os próprios santos do Supremo. E tentará mudar tempos e lei, e serão entregues à sua mão por um tempo, e tempos e metade de um tempo.” (Daniel 7:25) Como e quando se cumpriu essa parte da profecia?
‘Os santos’ perseguidos pelo chifre “pequeno” — que é a Potência Mundial Anglo-Americana — são os seguidores de Jesus na Terra, ungidos pelo espírito. (Romanos 1:7; 1 Pedro 2:9) Durante anos, antes da Primeira Guerra Mundial, os do restante desses ungidos advertiram publicamente que 1914 marcaria a terminação dos “tempos designados das nações”. (Lucas 21:24)
Quando irrompeu a guerra naquele ano, era evidente que o chifre “pequeno” havia desconsiderado essa advertência, porque persistiu em hostilizar os “santos” ungidos. A Potência Mundial Anglo-Americana até mesmo se opôs aos esforços deles de cumprir com o requisito (ou “lei”) de Jeová, de que as boas novas do Reino fossem pregadas mundialmente pelas Suas testemunhas. (Mateus 24:14) O chifre “pequeno” tentou assim “mudar tempos e lei”. Dan. 7:25
Para os cristãos ungidos, a Primeira Guerra Mundial significou um tempo de prova. Ao fim de 1914, esperavam perseguição. Na realidade, o próprio texto do ano escolhido para 1915 foi a pergunta que Jesus fez aos seus discípulos: “Podeis vós beber do meu cálice?” Baseava-se em Mateus 20:22, da King James Version. Portanto, a partir de dezembro de 1914, esse pequeno grupo de testemunhas pregava ‘trajado de saco’.
A hostilização movida aos ungidos de Deus atingiu o clímax em 21 de junho de 1918, quando o presidente, J. F. Rutherford, e membros de destaque da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, dos Estados Unidos, sob acusações falsas, foram sentenciados a longos termos de prisão.
Ao pretender “mudar tempos e lei”, o chifre “pequeno”, para todos os efeitos, havia acabado com a pregação organizada. (Apocalipse 11:7) De modo que o predito período de “um tempo, e tempos e metade de um tempo” terminou em junho de 1918.
Mas ‘os santos’ não foram eliminados pela hostilização do chifre “pequeno”. Conforme profetizado no livro de Apocalipse, depois de um curto período de inatividade, os cristãos ungidos ficaram novamente vivos e ativos. (Apocalipse 11:11-13)
Em 26 de março de 1919, o presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, dos Estados Unidos, e seus associados foram soltos da prisão e mais tarde inocentados das acusações falsas lançadas contra eles. Logo depois, o restante ungido começou a se reorganizar para atividade futura. No entanto, o que estava reservado para o chifre “pequeno”?
O ANTIGO DE DIAS PRESIDE AO JULGAMENTO
Depois de apresentar os quatro animais, os olhos de Daniel se desviam do quarto animal para uma cena no céu. Ele vê o Antigo de Dias assentar-se como Juiz no seu resplendente trono. O Antigo de Dias é o próprio Jeová Deus. (Salmo 90:2)
Ao passo que a Corte celestial se assenta, Daniel vê que ‘se abrem livros’. (Daniel 7:9, 10) Visto que a existência de Jeová se estende ao passado infinito, ele conhece toda a história humana como se estivesse escrita num livro. Observou todos os quatro animais simbólicos e pode fazer o julgamento deles segundo informações de primeira mão.
Daniel prossegue: “Continuei observando naquele tempo por causa do som das palavras grandiosas faladas pelo chifre; eu estava observando até que o animal foi morto e seu corpo foi destruído, e foi entregue ao fogo ardente. Mas, quanto aos demais animais, tirou-se-lhes o seu domínio e foi-lhes dado prolongamento de vida por um tempo e uma época.” (Daniel 7:11, 12) O anjo diz a Daniel: “O próprio Tribunal passou a assentar-se, e tiraram-lhe finalmente seu próprio domínio, a fim de o aniquilar e destruir totalmente.” Daniel 7:26.
Por decreto do Grande Juiz, Jeová Deus, o chifre que blasfemou a Deus e que hostilizou os “santos” dele terá de sofrer o mesmo que o Império Romano, que perseguiu os primeiros cristãos. Seu domínio não continuará. Tampouco continuará o dos “reis” inferiores, semelhantes a chifres, que saíram do Império Romano. No entanto, que dizer dos domínios derivados das anteriores potências animalescas? Conforme predito, sua vida foi estendida “por um tempo e uma época”.
Seus territórios têm continuado a ter habitantes até os nossos dias. Por exemplo, o Iraque ocupa o território da antiga Babilônia.
A Pérsia (Irã) e a Grécia ainda existem. O que resta dessas potências mundiais faz parte das Nações Unidas. Esses reinos também perecerão quando a última potência mundial for aniquilada. Todos os governos humanos serão obliterados na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-Poderoso”. (Apocalipse 16:14, 16)
Mas quem governará então o mundo?
UM DOMÍNIO DURADOURO É IMINENTE!
“Continuei observando nas visões da noite”, falou Daniel. “Eis que aconteceu que chegou com as nuvens dos céus alguém semelhante a um filho de homem; e ele obteve acesso ao Antigo de Dias, e fizeram-no chegar perto perante Este”. (Daniel 7:13) De modo que Jesus chegou na visão de Daniel, invisível aos olhos humanos, e que obteve acesso a Jeová Deus era o ressuscitado e glorificado Jesus Cristo. Quando aconteceu isso?

Deus fez com Jesus Cristo um pacto para um Reino, assim como fizera um com o Rei Davi. (2 Samuel 7:11-16; Lucas 22:28-30) Quando “os tempos designados das nações” acabaram em 1914 EC, Jesus Cristo, como herdeiro régio de Davi, podia legitimamente receber o governo do Reino. O registro profético de Daniel reza: “Foi-lhe dado domínio, e dignidade, e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem. Seu domínio é um domínio de duração indefinida, que não passará, e seu reino é um que não será arruinado.” (Daniel 7:14)
De modo que o Reino messiânico foi estabelecido no céu em 1914. No entanto, o domínio também é dado a outros.
“Os santos do Supremo receberão o reino”, disse o anjo. (Daniel 7:18, 22, 27) Jesus Cristo é o principal santo. (Atos 3:14; 4:27, 30) Os outros “santos” que têm uma participação no domínio são os 144 mil cristãos fiéis, ungidos com espírito, que são herdeiros do Reino junto com Cristo. (Romanos 1:7; 8:17; 2 Tessalonicenses 1:5; 1 Pedro 2:9)
São ressuscitados da morte como espíritos imortais, para reinarem com Cristo no monte Sião celestial. (Apocalipse 2:10; 14:1; 20:6) Por isso, Cristo Jesus e os ressuscitados cristãos ungidos governarão o mundo da humanidade.
Referente ao domínio do Filho do homem e dos outros “santos” ressuscitados, o anjo de Deus disse: “O reino, e o domínio, e a grandiosidade dos reinos debaixo de todos os céus foram entregues ao povo que são os santos do Supremo. Seu reino é um reino de duração indefinida e a eles é que servirão e obedecerão todos os domínios.” (Daniel 7:27) Que bênçãos a humanidade obediente terá sob esse Reino!
O QUE DISCERNIU?
• O que simboliza cada um dos ‘quatro animais gigantescos que sobe do mar’?
• O que constitui o chifre “pequeno”?
• Como foram “os santos” hostilizados pelo simbólico chifre pequeno durante a Primeira Guerra Mundial?
• O que acontecerá ao pequeno chifre simbólico e às outras potências animalescas?
• Que benefício obteve você de prestar atenção ao sonho e às visões de Daniel a respeito dos “quatro animais gigantescos”?
PROFECIAS DE DANIEL: RESUMO DO CAPÍTULO 7
Marcha das potências mundiais - De Babilônia até a última Potência Mundial. (Da Cabeça aos Pés da Estátua, a Potência Anglo Americana) .
A. Quatro Potências mundiais, dominaria a Terra, começando com Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma, representadas por leão, urso, leopardo e terrível animal, com dez chifres (Dan. 7:1-7)
a.1 Descrição do quarto animal, (Roma) . Dan. 7:7; 23,24.
Com a falência do Império Romano, o poderoso império, por fim, desfez-se em muitos reinos. O número dez para indicar inteireza, os “dez chifres” do quarto animal representam todos os reinos resultantes da dissolução de Roma. Desses "dez reinos três reinos se despontaram.
B. Surge um Chifre pequeno (a Grã-Bretanha, e sua colônia Americana, o Pequeno chifre) , um segmento da Potência Romana (já caída), que sobrepuja outros três, conquista outros três chifres: França, Espanha e Holanda).
b.1 O Chifre pequeno fala coisas grandiosas
Queria assumir o Reino da Terra. (Rei do Sul). (Dan. 7:8)
C. O Antigo de Dias preside o tribunal celestial (Dan. 7:9,10) .
O Soberano Senhor Jeová sentado Seu Trono em 1914, com todo corte celestial reunida inicia o Julgamento.
D. Julgamento do Quarto Animal (Roma) Destruído e do pequeno Chifre (Grã Bretanha e sua Colônia americana), não destrui o Reino de Deus nascido no céu em 1914. (Grã Bretanha e sua Colônia americana). (Dan. 7:11,12,21, 23-26)
E. Reino entregue por “Antigo de dias” a filho do homem ; (Dan.7:13,14)
Como resultado do Julgamento do Quarto animal e o seu "pequeno chifre", um filho de homem (Jesus) se torna Rei em 1914, herdando todos Reinos da Terra. (Época da da Primeira Guerra Mundial - 1914, Apoc. 11:15, 12:7-9).
FIM DO JULGAMENTO DO TRIBUNAL
F. A interpretação é revelada a Daniel (Dan. 15-28)
f.1 Os quatro animais são quatro reis (17) 4 Potências mundiais, dominaria a Terra, começando com Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma, representadas por leão, urso, leopardo e terrível animal, com dez chifres (Dan. 7:1-7)
Descrição do quarto animal, (Roma). Dan. 7:7,8; 23-26.
f.2- f.3 Surgirão dez chifres ou reis (Dan. 7:24)
f.3 Os santos receberão o reino (Dan. 7:18) No mesmo julgamento que o Reino do Mundo tornou-se de Jesus, e dos 144.000 santos. Todos os ungidos mortos foram ressuscitados e se tornaram Reis e Sacerdotes no Céu. (1914) (selagem inicial). 1 Tess. 4:16; Apoc. 5:9,10; 11:15-18.
G. Depois do Reino entregue também aos Santos do Altíssimo .
Nesta O santos do Altíssimo foram hostilizados 3 tempos e meio (Dan. 7:18,22,25)
Confirmando a profecia os remanescente do Reino ainda na Terra foram hostilizados os 3 anos e meio durante a I Guerra Mundial.
H. A regência do terrível do quarto animal é retirada e é consignado ao fogo ; (7:23-24); Outro reino levantado (Pequeno chifre, P. Anglo Americana) falaria palavras contra o Altíssimo e os 144.000 santos na Terra.
h.1.Pequeno chifre Tenta mudar tempo designado de Deus 1914) para regência do Reino (Dan. 7:21,22,25; Apoc. 12:7-10)
h.2. O peque chifre (pés da Estátua formados em 1914 ) combate santos de Deus. Eles são entregues em sua mão por período de três tempos e meio. (três anos e meio;. 1914-1918). (Dan. 7:25)
Nesse período a obra dos santos foi prescrita pelo pequeno chifre a P. A. Americana (1914-1918) História das Testemunhas de Jeová.
I. Reino do Cristo e seus co herdeiros rege para sempre sobre todos os reinos e regências (Dan. 7:26-28) .
Após o Armagedom, Jesus e os 144.000 assumirão o Reino milenar. Dan. 2:34,35,44, Apoc. 20:4,5,6.
MATÉRIAS ADICIONAIS

PROFECIAS DE DANIEL CAPÍTULO 8
A QUARTA CITAÇÃO DE 1914 NA BÍBLIA.CAPITULO 8
" E de um deles saiu outro chifre, um pequeno, e este se tornava muito maior para o sul, e para o nascente, e para o Ornato. 10 E tornava-se cada vez maior até [atingir] o exército dos céus, de modo que fez alguns do exército e algumas das estrelas cair para a terra, e foi pisoteá-los. 11 E assumiu ares de grandeza para com o Príncipe do exército, e foi-lhe tirado o [sacrifício] contínuo e foi deitado abaixo o lugar estabelecido do seu santuário. 12 E aos poucos foi entregue o próprio exército, junto com o [sacrifício] contínuo, por causa da transgressão; e ele continuou a lançar a verdade por terra, e agiu e foi bem sucedido.
13 E eu estava ouvindo certo santo falar, e outro santo passou a dizer àquele que falava: “Até quando durará a visão do [sacrifício] contínuo e da transgressão que causa desolação, para fazer tanto [do] lugar santo como [do] exército algo a ser pisoteado?” 14 Ele me disse, pois: “Até duas mil e trezentas noitinhas [e] manhãs; e [o] lugar santo certamente será levado à sua condição correta.”
Eu, Daniel, estava tendo a visão e procurando compreensão, .... “Gabriel, faze aquele ali entender a coisa vista.” 17 Portanto, ele chegou até onde eu estava parado, mas quando chegou fiquei apavorado, de modo que me lancei com a face [por terra]. E ele passou a dizer-me: “Entende, ó filho do homem, que a visão é para o tempo do fim.”.... E prosseguiu, dizendo: “Eis que te faço saber o que ocorrerá na parte final da verberação, porque é para o tempo designado do fim.
20 “O carneiro que viste, tendo dois chifres, [representa] os reis da Média e da Pérsia. 21 E o bode peludo [representa] o rei da Grécia; e quanto ao chifre grande que havia entre os seus olhos, este [representa] o primeiro rei. 22 E que este foi quebrado, de modo que por fim se ergueram quatro em seu lugar, haverá quatro reinos que se erguerão de [sua] nação, mas não com o seu poder.
23 “E na parte final do reino deles, completando os transgressores a sua ação, erguer-se-á um rei de semblante feroz e entendendo declarações ambíguas. 24 E seu poder terá de tornar-se grande, mas não pelo seu próprio poder. E causará a ruína dum modo prodigioso, e certamente se mostrará bem sucedido e agirá com eficiência. E realmente arruinará poderosos, também o povo constituído dos santos. 25 E, segundo a sua perspicácia, certamente fará também o engano bem sucedido na sua mão. E no seu coração assumirá ares de grandeza e arruinará a muitos durante a sua despreocupação. E pôr-se-á de pé contra o Príncipe dos príncipes, mas será destroçado sem mão. Daniel 8:9-25
UM CARNEIRO COM DOIS CHIFRES
“Comecei a ver na visão”, escreve Daniel, “e sucedeu, enquanto eu estava vendo, que eu estava em Susã, o castelo, que está no distrito jurisdicional de Elão; e passei a ver na visão, e eu mesmo vim a estar junto ao curso de água do Ulai”. (Daniel 8:2) Não se declara se Daniel estava mesmo em Susã (Susa), capital de Elão, situada a uns 350 quilômetros ao leste de Babilônia, ou se estava ali apenas em visão.
Daniel prossegue: “Quando levantei os olhos então vi, e eis um carneiro de pé diante do curso de água, e ele tinha dois chifres.” (Daniel 8:3a) A identidade do carneiro não ficou oculta a Daniel. O anjo Gabriel declara mais tarde: “O carneiro que viste, tendo dois chifres, representa os reis da Média e da Pérsia.” (Daniel 8:20)
“Os dois chifres eram altos”, relata Daniel, “porém, um era mais alto do que o outro, e o mais alto é que subira depois”. (Daniel 8:3b) O chifre mais alto, que subiu mais tarde, retrata os persas, ao passo que o outro chifre representa os medos. No começo, os medos dominavam. Mas em 550 AEC, Ciro, o governante da Pérsia, obteve uma vitória fácil sobre o rei medo, Astíages. Ciro combinou os costumes e as leis dos dois povos, uniu seus reinos e expandiu suas conquistas. A partir de então, o império tinha uma natureza dupla.
O CARNEIRO ASSUME ARES DE GRANDEZA
Prosseguindo com a sua descrição do carneiro, Daniel declara: “Vi o carneiro dar marradas para o oeste, e para o norte, e para o sul, e nenhum dos animais selváticos se manteve de pé diante dele, e não havia quem livrasse da sua mão. E ele fez segundo o seu bel-prazer e assumiu ares de grandeza.” — Daniel 8:4.
Na visão precedente dada a Daniel, Babilônia fora retratada por um animal selvático que subiu do mar e que era como um leão com asas de águia. (Daniel 7:4, 17) Esse animal simbólico mostrou-se incapaz de manter-se de pé diante do “carneiro” dessa nova visão. Babilônia caiu diante de Ciro, o Grande, em 539 AEC. Por quase 50 anos depois, “nenhum dos animais selváticos”, ou governos políticos, se manteve de pé diante do Império Medo-Persa — a quarta potência mundial da profecia bíblica.
Vindo “desde o nascente”, o leste, a Potência Mundial Medo-Persa fez segundo o seu bel-prazer, dando “marradas para o oeste, e para o norte, e para o sul”. (Isaías 46:11)
O Rei Cambises II, que sucedeu a Ciro, o Grande, conquistou o Egito. Seu sucessor foi o rei persa Dario I, que em 513 AEC avançou para o oeste, através do estreito de Bósforo, e invadiu o território europeu da Trácia, cuja capital era Bizâncio (agora Istambul). No ano 508 AEC, ele subjugou a Trácia e depois, em 496 AEC, conquistou a Macedônia. De modo que, no tempo de Dario, o “carneiro” medo-persa tinha tomado território em três direções principais: ao norte, na Babilônia e na Assíria, ao oeste, através da Ásia Menor, e ao sul, no Egito.
A Bíblia, atestando a grandeza do Império Medo-Persa, fala do sucessor de Dario, Xerxes I, como “o Assuero que reinava desde a Índia até a Etiópia sobre cento e vinte e sete distritos jurisdicionais”. (Ester 1:1) Mas esse grande império ia ceder lugar a outro e, nesse respeito, a visão de Daniel revela alguns pormenores fascinantes, que devem fortalecer nossa fé na palavra profética de Deus.
O BODE GOLPEIA O CARNEIRO
Imagine o espanto de Daniel diante do que vê então. O relato diz: “Eu, da minha parte, estava ponderando, e eis que vinha um bode dos caprídeos desde o poente sobre a superfície de toda a terra, e ele não tocava na terra. E quanto ao bode, havia entre os seus olhos um chifre proeminente. E ele foi chegando ao carneiro dos dois chifres, que eu vira estar de pé diante do curso de água; e vinha correndo em direção a ele em seu poderoso furor. E eu o vi atingir o carneiro, e começou a mostrar amargura para com ele, e passou a golpear o carneiro e a quebrar-lhe os dois chifres, e mostrou-se não haver poder no carneiro para se manter de pé diante dele. De modo que o lançou por terra e o pisoteou, e o carneiro não mostrou ter alguém que o livrasse da sua mão.” (Daniel 8:5-7) Que significa tudo isso?

Daniel diz o significado dessa visão. “O bode peludo representa o rei da Grécia; e quanto ao chifre grande que havia entre os seus olhos, este representa o primeiro rei”, informa o anjo Gabriel a Daniel. (Daniel 8:21) Em 336 AEC, foi coroado o último rei do Império Persa, Dario III (Codomano). No mesmo ano, Alexandre tornou-se rei na Macedônia. A História mostra que Alexandre, o Grande, era o predito primeiro “rei da Grécia”. Partindo “desde o poente”, ou oeste, no ano 334 AEC, Alexandre avançou rapidamente. Como que ‘não tocando na terra’, ele conquistou territórios e golpeou “o carneiro”. Acabando com o domínio medo-persa de uns dois séculos, a Grécia tornou-se assim a quinta potência mundial de importância bíblica. Que notável cumprimento da profecia divina!
Mas o poder de Alexandre ia ser de pouca duração. A visão revela adicionalmente: “E o bode dos caprídeos, da sua parte, assumiu ares de grandeza, em extremo; mas, assim que se tornou forte, foi quebrado o grande chifre, e passaram a subir de modo proeminente quatro em lugar dele, em direção aos quatro ventos dos céus.” (Daniel 8:8) Explicando a profecia, Gabriel diz: “Que este foi quebrado, de modo que por fim se ergueram quatro em seu lugar, haverá quatro reinos que se erguerão de sua nação, mas não com o seu poder.” (Daniel 8:22) Conforme predito, no próprio apogeu da sua carreira vitoriosa, Alexandre foi “quebrado”, ou morreu, à idade de apenas 32 anos. E seu grande império, por fim, passou a ser dividido entre quatro dos seus generais.
UM MISTERIOSO CHIFRE PEQUENO
A próxima parte da visão abrange mais de 2.200 anos, estendendo o cumprimento dela até os tempos modernos. Daniel escreve: “De um deles [dos quatro chifres] saiu outro chifre, um pequeno, e este se tornava muito maior para o sul, e para o nascente, e para o Ornato. E tornava-se cada vez maior até atingir o exército dos céus, de modo que fez alguns do exército e algumas das estrelas cair para a terra, e foi pisoteá-los. E assumiu ares de grandeza para com o Príncipe do exército, e foi-lhe tirado o sacrifício contínuo e foi deitado abaixo o lugar estabelecido do seu santuário. E aos poucos foi entregue o próprio exército, junto com o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e ele continuou a lançar a verdade por terra, e agiu e foi bem-sucedido.” — Daniel 8:9-12.
Antes de podermos entender o significado dessas palavras, temos de prestar atenção ao anjo de Deus. O anjo Gabriel diz, depois de indicar a vinda ao poder dos quatro reinos derivados do império de Alexandre: “Na parte final do reino deles, completando os transgressores a sua ação, erguer-se-á um rei de semblante feroz e entendendo declarações ambíguas. E seu poder terá de tornar-se grande, mas não pelo seu próprio poder. E causará a ruína dum modo prodigioso, e certamente se mostrará bem-sucedido e agirá com eficiência. E realmente arruinará poderosos, também o povo constituído dos santos.
E, segundo a sua perspicácia, certamente fará também o engano bem-sucedido na sua mão. E no seu coração assumirá ares de grandeza e arruinará a muitos durante a sua despreocupação. E pôr-se-á de pé contra o Príncipe dos príncipes, mas será destroçado sem mão.” — Daniel 8:23-25.
“Tu, da tua parte, mantém em segredo a visão”, diz o anjo a Daniel, “porque é ainda para muitos dias”. (Daniel 8:26) Daniel devia ‘manter em segredo a visão’. Pelo visto, o significado dela continuou a ser um mistério para Daniel. Mas agora, porém, esses “muitos dias” certamente já devem ter passado. Por isso perguntamos: ‘O que revela a História do mundo a respeito do cumprimento dessa visão profética?’
O CHIFRE PEQUENO SE TORNA PODEROSO
Segundo a História, o chifre pequeno foi um rebento de um dos quatro chifres simbólicos, do mais ocidental. Esse era o reino helenístico do General Cassandro da Macedônia e da Grécia. Mais tarde, esse reino foi absorvido pelo reino do General Lisímaco, rei da Trácia e da Ásia Menor. No segundo século antes de nossa Era Comum, esses setores ocidentais do domínio helenístico foram conquistados por Roma.
E no ano 30 AEC, Roma já se apoderara de todos os reinos helenísticos, tornando-se a sexta potência mundial da profecia bíblica. Mas o Império Romano não era o chifre pequeno da visão de Daniel, porque esse império não continuou até “o tempo designado do fim”. Daniel 8:19.
Então, a quem identifica a História como esse agressivo “rei de semblante feroz”? Na verdade, a Grã-Bretanha era um rebento ao noroeste do Império Romano. Até o começo do quinto século EC, havia províncias romanas no que agora é a Grã-Bretanha. No decorrer do tempo, o Império Romano declinou, mas a influência da civilização greco-romana continuou na Bretanha, bem como em outras partes da Europa que haviam estado sob o domínio romano.
Em 1763, a Grã-Bretanha já havia derrotado seus poderosos rivais, a Espanha e a França. Daí em diante, ela mostrou ser a senhora dos mares e a sétima potência mundial da profecia bíblica. Mesmo depois de as 13 colônias americanas se terem separado da Grã-Bretanha em 1776, para estabelecer os Estados Unidos da América, o Império Britânico aumentou para abranger um quarto da superfície da Terra e um quarto da sua população. A sétima potência mundial ganhou ainda mais força quando os Estados Unidos da América colaboraram com a Grã-Bretanha para formar a potência mundial dupla anglo-americana. Essa potência, em sentido econômico e militar, deveras se tinha tornado “um rei de semblante feroz”. O chifre pequeno que se tornou uma feroz potência política no “tempo do fim”, portanto, é a Potência Mundial Anglo-Americana.
Daniel viu que o chifre pequeno “se tornava muito maior” em direção do “Ornato”. (Daniel 8:9) A Terra Prometida, que Jeová deu ao seu povo escolhido, era tão bela que era chamada de “o ornato de todas as terras”, quer dizer, da Terra inteira. (Ezequiel 20:6, 15) É verdade que a Grã-Bretanha capturou Jerusalém em 9 de dezembro de 1917, e no ano 1920 a Liga das Nações deu à Grã-Bretanha o mandato sobre a Palestina, que continuaria até 14 de maio de 1948. Mas a visão é profética, contendo muitos símbolos. E “o Ornato” mencionado na visão não simboliza Jerusalém, mas a condição terrestre do povo que Deus considera como santo durante o tempo da sétima potência mundial. Vejamos como a Potência Mundial Anglo-Americana procura ameaçar os santos.
DEITADO ABAIXO O ‘LUGAR DO SEU SANTUÁRIO’
O chifre pequeno “tornava-se cada vez maior até atingir o exército dos céus, de modo que fez alguns do exército e algumas das estrelas cair para a terra”. Segundo a explicação angélica, “o exército dos céus” e as “estrelas” que o chifre pequeno procura derrubar são “o povo constituído dos santos”. (Daniel 8:10, 24) Esses “santos” são cristãos ungidos com espírito. Visto que foram levados a uma relação com Deus por meio do novo pacto, feito vigorar pelo sangue derramado de Jesus Cristo, eles são santificados, purificados e postos à parte para o serviço exclusivo de Deus. (Hebreus 10:10; 13:20) Por tê-los designado herdeiros junto com o Seu Filho na herança celestial, Jeová os considera santos. (Efésios 1:3, 11, 18-20) Portanto, na visão de Daniel, “o exército dos céus” refere-se ao restante dos 144 mil “santos” ainda na Terra, os quais reinarão no céu junto com o Cordeiro. Apocalipse 14:1-5.
Hoje em dia, os remanescentes dos 144 mil são os representantes terrestres da “Jerusalém celestial” — o Reino de Deus, semelhante a uma cidade, — e do seu arranjo de templo. (Hebreus 12:22, 28; 13:14) Nesse sentido é que ocupam um “lugar santo”, que a sétima potência mundial procura pisotear e tornar desolado. (Daniel 8:13) Chamando esse lugar santo também de ‘lugar estabelecido do santuário de Jeová’, Daniel diz: “Foi-lhe tirado [i.e., de Jeová] o sacrifício contínuo e foi deitado abaixo o lugar estabelecido do seu santuário. E aos poucos foi entregue o próprio exército, junto com o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e ele continuou a lançar a verdade por terra, e agiu e foi bem-sucedido.” (Daniel 8:11, 12) Como se cumpriu isso?
O que aconteceu com as Testemunhas de Jeová durante a Segunda Guerra Mundial? Sofreram intensa perseguição! Essa começou nos países nazistas e fascistas. Mas em pouco tempo ‘a verdade estava sendo lançada por terra’ em todo o vasto domínio do ‘chifre pequeno, cujo poder se tornara grande’. “O exército” dos proclamadores do Reino e sua obra de pregação das “boas novas” foram proscritos em quase toda a Comunidade Britânica. (Marcos 13:10) Quando essas nações recrutaram seu poderio humano, negaram-se a conceder isenção ministerial às Testemunhas de Jeová, não mostrando nenhum respeito pela designação teocrática delas como ministros de Deus. Nos Estados Unidos, os servos fiéis de Jeová sofreram violência de turbas e diversos ultrajes. Na realidade, a sétima potência mundial procurava eliminar um sacrifício de louvor — “o fruto de lábios” — oferecido regularmente a Jeová pelos do Seu povo como “sacrifício contínuo” da adoração deles. (Hebreus 13:15) Essa potência mundial cometeu assim a “transgressão” de invadir o domínio legítimo do Deus Altíssimo — “o lugar estabelecido do seu santuário”.
O chifre pequeno, por perseguir os “santos” durante a Segunda Guerra Mundial, assumiu ares de grandeza “para com o Príncipe do exército”. Ou, conforme declara o anjo Gabriel, pôs-se de pé “contra o Príncipe dos príncipes”. (Daniel 8:11, 25) O título “Príncipe dos príncipes” aplica-se exclusivamente a Jeová Deus. A palavra hebraica sar, traduzida “príncipe”, relaciona-se com um verbo que significa “exercer domínio”. Além de se referir ao filho dum rei ou a alguém da ealeza, a palavra aplica-se a um cabeça ou chefe. O livro de Daniel menciona outros príncipes angélicos, por exemplo, Miguel. Deus é o Príncipe-Chefe de todos esses príncipes. (Daniel 10:13, 21; note Salmo 83:18.)
Conseguiríamos imaginar que alguém pudesse manter-se de pé contra Jeová, o Príncipe dos príncipes?
O LUGAR SANTO” É LEVADO À CONDIÇÃO CORRETA
Ninguém pode manter-se de pé contra o Príncipe dos príncipes, nem mesmo um rei “de semblante feroz”, tal como a Potência Mundial Anglo-Americana! As tentativas desse rei, de desolar o santuário de Deus, não são bem-sucedidas. Depois dum período de “duas mil e trezentas noitinhas e manhãs”, diz o mensageiro angélico, “o lugar santo certamente será levado à sua condição correta”, ou “sairá vitorioso”. Daniel 8:13, 14; The New English Bible.
Os 2.300 dias são um período profético. Por isso envolvem o ano profético de 360 dias. Quando ocorreu esse período? Acontece que, nos anos 30, os do povo de Deus começaram a sofrer crescente perseguição em diversos países. E durante a Segunda Guerra Mundial, as Testemunhas de Jeová foram ferozmente perseguidas nos países da potência mundial dupla anglo-americana. Por quê? Por causa da sua insistência em “obedecer a Deus como governante antes que aos homens”. (Atos 5:29) Portanto, os 2.300 dias têm de ser associados com essa guerra.
Mas o que se pode dizer sobre o começo e o fim desse período profético?
Se “o lugar santo” é “levado”, ou restaurado, a como devia ser, os 2.300 dias devem ter começado quando antes estava na “condição correta”, do ponto de vista de Deus. O mais cedo seria em 1. de junho de 1938, quando A Sentinela (em inglês) publicou a parte 1 do artigo “Organização”. A parte 2 foi publicada no número de 15 de junho de 1938 de A Sentinela (em inglês). (Ambas foram publicadas em português em A Torre de Vigia de junho/julho de 1938.)
Contando 2.300 dias (6 anos, 4 meses e 20 dias no calendário hebraico) a partir de 1. ou 15 de junho de 1938 chegaremos a 8 ou 22 de outubro de 1944. No primeiro dia duma assembleia especial realizada em Pittsburgh, Pensilvânia, EUA, em 30 de setembro e 1. de outubro de 1944, o presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) falou sobre o assunto “O Alinhamento Teocrático Hoje”. Na reunião anual da Sociedade em 2 de outubro, os estatutos dela foram emendados no esforço de harmonizá-los com os arranjos teocráticos o máximo que a lei permitia. Com a publicação de requisitos bíblicos refinados, a organização teocrática em pouco tempo estava mais plenamente em vigor nas congregações das Testemunhas de Jeová.
Enquanto os 2.300 dias corriam durante a Segunda Guerra Mundial, que começou em 1939, oferecer o “sacrifício contínuo” no santuário de Deus ficou muito restrito por causa da perseguição. Em 1938, havia 39 filiais e congêneres da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) supervisionando a obra das Testemunhas em todo o mundo, mas em 1943 havia apenas 21.
Durante esse período, o aumento do número de publicadores do Reino também foi pequeno.
Conforme notamos, durante os últimos meses da Segunda Guerra Mundial, as Testemunhas de Jeová reafirmaram sua determinação de magnificar o domínio de Deus por servi-lo como organização teocrática. Foi com esse objetivo que começou em 1944 a reorganização da sua obra e da estrutura governante.
Na realidade, A Sentinela (em inglês) de 15 de outubro de 1944 (em português, outubro de 1945) publicou um artigo intitulado “Organizados Para a Obra Final”. Esse, bem como outros artigos orientados para a pregação no mesmo período, mostrou que os 2.300 dias haviam terminado e que “o lugar santo” estava novamente na “condição correta”.
As tentativas ferozes do inimigo, de desolar e destruir “o lugar santo”, haviam fracassado totalmente. Deveras, os “santos” que remanesciam na Terra, junto com seus companheiros da “grande multidão”, saíram-se vitoriosos. (Apocalipse 7:9) E o santuário, na sua condição teocrática legítima, continua agora a prestar serviço sagrado a Jeová.
A Potência Mundial Anglo-Americana continua na sua posição. ‘Mas será destroçada sem mão’, disse o anjo Gabriel. (Daniel 8:25) Muito em breve, essa sétima potência mundial da profecia bíblica — esse “rei de semblante feroz” — será destroçada no Armagedom, não por mãos humanas, mas por poder sobre-humano. (Daniel 2:44; Apocalipse 16:14, 16) É muito emocionante saber que a soberania de Jeová Deus, o Príncipe dos príncipes, será então vindicada!
Nota: Sete potências mundiais de significância bíblica especial são Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma e a potência mundial dupla anglo-americana. Todas essas são notáveis por terem tido tratos com o povo de Jeová.
Daniel 7:25 menciona também um período em que ‘os santos do Supremo são hostilizados continuamente’. Conforme explicado no capítulo anterior, isso estava ligado com a Primeira Guerra Mundial.
RESUMO DE DANIEL CAPÍTULO 8
Marcha das potências mundiais - Da Medo Pérsia até a última Potência Mundial. (Da Cabeça aos Pés da Estátua, a Potência Anglo Americana)
A. Carneiro, bode e chifre pequeno representam potências mundiais que sucederão Babilônia (Dan. 8:1-7)
1)- O Carneiro de dois chifres representa o Império Medo-Persa . (Dan. 8:20)
2)- O Bode representa o Império Grego . (Dan. 8:21)
3)- O Império Grego divide-se em quatro reinos . (Dan. 8:8, 22)
3.1)- Neste ponto, a profecia de Daniel faz um salto na susseção das potências que surgiriam. A profecia vai direto para o Tempo do Fim. Daniel diz que de uma ramificação de um dos quatro gernerais de Alexandre surgiria o "Pequeno Chifre", O rei de aparencia feroz de declaraçoes ambíguas. (Dan. 8:23)
4)- “E na parte final desses reinos (todos anteriores) , quando os transgressores completarem suas ações, um rei de aparência feroz, (O rei representado pelos pés da estátua Pot. Anglo-Americana) que faria declarações ambíguas, se levantará . Dan. 8:23
5)- Este Rei Feroz (Pequeno chifre, A. Americano) causaria desolação do Santuário de Jeová durante 2300 dias. O Chifre ergue-se pela segunda vez contra Príncipe dos príncipes,(Jeová) durante a II Guerra Mundial . (Dan. 8:9-11, 23-25). (A primeira vez foi durante a I Guerra Mundial, 1914). (Dan. 7:23-25)
5:1- Ele se tornará muito poderoso, mas não pelo seu próprio poder. Causará destruição de modo extraordinário, e será bem-sucedido e tomará ação. Ele arruinará poderosos, também o povo composto dos santos. (Dan. 8:24)
Por exemplo, os Estados Unidos causaram terrível ruína em escala sem precedente ao lançar duas bombas atômicas sobre seu inimigo.
E, com sua astúcia, usará de falsidade para ser bem-sucedido; (Apoc. 13:11,14)
No coração ele se enaltecerá e, durante um período de segurança, arruinará a muitos. Ele até mesmo se levantará contra o Príncipe dos príncipes,( Jeová) mas será destroçado sem a intervenção de mãos humanas. (No Armagedom) (Dan.2:44, 8:25)
6)- Os 2.300 dias de desolação do santuário durariam desde a remoção do “sacrifício contínuo” e da “transgressão que causa desolação” para que que o lugar santo fosse levado à condição correta (Dan.8:12-14)
6.1)- 2.300 dias literais (tardes e manhãs)
A citação de Tarde e manhã é por considerar o dia completo de 24 horas, o dia e a noite literais e sem ser dia profético.
Este período de desolação do "Santuário de Jeová emgloba a II Guerra mundial.
6.2)- Remoção do “sacrifício contínuo :
Os sacrifícios contínuos dia e noite de animais no Santuário de Jeová cessaram com a morte de Jesus. Então, trata-se dos sacrifícios do frutos dos lábios, a pregação dos Cristãos verdadeiros.
Na realidade, a sétima potência mundial procurava eliminar um sacrifício de louvor,“o fruto de lábios”, oferecido regularmente a Jeová pelos do Seu povo como “sacrifício contínuo” da adoração deles. (Hebreus 13:15) Essa potência mundial cometeu assim a “transgressão” de invadir o domínio legítimo do Deus Altíssimo, “o lugar estabelecido do seu santuário”.
6.3)- Transgressão que causa desolação
A Última potência mundial cometeu assim a “transgressão” de invadir o domínio legítimo do Deus Altíssimo, “o lugar estabelecido do seu santuário”.
7)- O Chifre Pequeno destroçado “sem mão ” (Dan.8:25b)
Sem dúvidas a última potência dupla será destruída sem mãos humanas, no Armagedom. Dan. 2:31-35, 44; Apoc. 16:14-16.
8)- Anjo Gabriel explica que visão não devia ser revelada então, mas é “para muitos dias .” (Dan. 8:26, 27)
Ou seja depois de muitos dias da potência GREGA, de onde ocorreu uma ramificação até o chifre pequeno. Mencionado nesta profecia: "no tempo do fim" Dan. 8:23)
MATÉRIAIS ADICIONAIS
PROFECIAS DE DANIEL CAPÍTULO 11
A QUINTA CITAÇÃO DE 1914 NA BÍBLIA.
REIS RIVAIS INICIARAM UMA GUERRA PELA DOMINAÇÃO MUNDIAL.
RESUMO DANIEL 11 COMPLETO
O REI DO NORTE X O REI DO SUL
Daniel 11:5
Seleuco I Nicátor Ptolomeu I
Daniel 11:6
Antíoco II Ptolomeu II
Daniel 11:7-9
Seleuco II Ptolomeu III
Daniel 11:10-12
Antíoco III Ptolomeu IV
Daniel 11:13-19
Antíoco III Ptolomeu V
(filha Cleópatra I) Sucessor: Ptolomeu VI
Seleuco IV e Antíoco IV
Daniel 11:20
Augusto
Daniel 11:21-24
Tibério
Daniel 11:25, 26
Desintegração do Império Romano
Daniel 11:27-30 a
Império Alemão Grã-Bretanha,
PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Daniel 11:29,30 b, 31
Alemanha Anglo-Americana
SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
Daniel 11:32-40
União Soviética-Aliados Anglo-Americana
À PARTIR DE 1991
Daniel 11:41-45
Rússia e seus aliados Anglo-Americana
FINAL DA DISPUTA DA SUPREMACIA TERRESTRE- ARMAGEDOM
OS REIS DO NORTE E DO SUL
TRADUÇÃO NOVO MUNDO
11:1 “Eu, [Daniel] da minha parte, no primeiro ano de Dario,[539-538] , o medo, levantei-me para fortalecê-lo e protegê-lo.
11:2 O que eu direi agora a você é a verdade: “Mais três reis se levantarão na Pérsia, e o quarto [o “quarto” rei, Xerxes I] acumulará mais riquezas do que todos os outros. Quando ele [Xerxes I] se tornar forte por meio das suas riquezas, incitará todos contra o reino da Grécia.
Os três reis foram Ciro, o Grande, Cambises II e Dario I, o quarto rei, Xerxes I, foi Rei Assuero que se casou com Ester. Ester 1:1; 2:15-17.
11:3 “E um rei poderoso se levantará, [Alexandre] e reinará com domínio extenso e fará tudo que quiser.
Alexandre, de 20 anos de idade, ‘pôs-se de pé’ como rei da Macedônia em 336 AEC. Ele se tornou “um rei poderoso”, Alexandre, o Grande. Impelido por um plano de seu pai, Filipe II, apoderou-se das províncias persas no Oriente Médio. Cruzando os rios Eufrates e Tigre, seus 47 mil homens dispersaram a tropa de 250 mil soldados de Dario III, em Gaugamela. Logo em seguida, Dario fugiu e foi assassinado, acabando com a dinastia persa. A Grécia veio a ser a próxima a potência mundial e Alexandre ‘governou com domínio extenso e fez tudo o que quis.
11:4 No entanto, quando ele [Alexandre] tiver se levantado, seu reino será quebrado, [dissolvido], e repartido para os quatro ventos dos céus, [4 Generais], mas não passará para os seus descendentes [Filhos], e não será como o domínio que ele [Alexandre ] exerceu, pois o reino dele [Alexandre] será desarraigado e passará a outros, [4 generais], não a estes [descendentes].
Depois da morte de Alexandre, seu reino foi “repartido para os quatro ventos”.
Por volta do ano 301 AEC, quatro dos generais de Alexandre já dominavam o vasto território que seu comandante havia conquistado.
Cassandro governava a Macedônia e a Grécia. Lisímaco passou a controlar a Ásia Menor e a Trácia. Seleuco I Nicátor apoderou-se da Mesopotâmia e da Síria. E Ptolomeu I, Lago tomou o Egito e a Palestina. Dos quatro reinos helenísticos emergiram dois reis fortes,Seleuco I Nicátor sobre a Síria e Ptolomeu I sobre o Egito. Com esses dois reis começou a longa luta entre “o rei do norte” e “o rei do sul”
11:5 “E o rei do sul, isto é, [Ptolomeu I] um dos seus príncipes, se tornará forte. Mas outro [O Rei do Norte, Seleuco I Nicátor] será mais forte do que ele [Rei do Sul] e reinará com domínio extenso, com autoridade maior do que a dele, [Rei do Sul].
Os dois dos quatro reinos helenísticos, Seleuco I Nicátor e o outro Ptolomeu Lago. Seleuco estabeleceu a dinastia selêucida na Síria. Entre as cidades que ele fundou estava Antioquia, a nova capital síria, e o porto marítimo de Selêucia.
Seleuco foi assassinado em 281 AEC, mas a sua dinastia governou até 64 AEC, quando o general romano Cneu Pompeu fez da Síria uma província romana.
No início do conflito, a terra de Judá estava sob o domínio do rei do sul. A partir de cerca de 320 AEC, Ptolomeu I influenciou os judeus a irem ao Egito como colonos. Uma colônia judaica passou a florescer em Alexandria, onde Ptolomeu I fundou uma famosa biblioteca. Os judeus em Judá continuaram sob o controle do Egito ptolomaico, o rei do sul, até 198 AEC.
11:6 [Profetizou o anjo]: “Depois de alguns anos, eles [Os dois Reis, Ptolomeu II e Antíoco II] farão uma aliança, e a filha do rei do sul [Berenice] virá ao rei do norte, [Antíoco II], para fazer um acordo. Mas ela [Berenice] não manterá o poder do seu braço; [seu Pai, Ptolomeu II], E ele não se manterá de pé, nem o braço dele; [Poder do casamento de Berenice com Antíoco II] e ela [Berenice, morta] será entregue, e também os que a trouxeram [os ajudantes de Ptolomeu II], e aquele que causou seu nascimento [pai de Berenice], e aquele que a tornou forte [Antíoco II] naqueles tempos. [Todos morrem e a aliança é quebrada]
A profecia não faz referência ao filho e sucessor de Seleuco I Nicátor, Antíoco I, porque esse não travou uma guerra decisiva contra o rei do sul. Mas o seu sucessor, Antíoco II, travou uma longa guerra contra Ptolomeu II, filho de Ptolomeu I.
Antíoco II e Ptolomeu II constituíam respectivamente o rei do norte e o rei do sul.
Antíoco II era casado com Laódice, e eles tiveram um filho chamado Seleuco II, ao passo que Ptolomeu II teve uma filha chamada Berenice. Em 250 AEC, esses dois reis entraram num “acordo equitativo”. Para pagar o preço dessa aliança, Antíoco II divorciou-se da sua esposa Laódice e casou-se com Berenice, “a própria filha do rei do sul”. Com Berenice, ele teve um filho que se tornou herdeiro do trono sírio, em vez de os filhos de Laódice.
O “braço”, ou poder de apoio, de Berenice era seu pai, Ptolomeu II. Quando este morreu em 246 AEC, ela ‘não reteve o poder do seu braço’ com seu marido. Antíoco II rejeitou-a, casou-se de novo com Laódice, e nomeou o filho deles seu sucessor. Conforme Laódice planejou, Berenice e seu filho foram assassinados.
Pelo visto, os ajudantes que levaram Berenice do Egito para a Síria, “os que a trouxeram” tiveram o mesmo fim. Laódice até mesmo envenenou Antíoco II, e assim o ‘braço dele’, ou poder, tampouco ‘ficou de pé’.
Portanto, o pai de Berenice, “aquele que causou seu nascimento” , e seu marido sírio, aquele que temporariamente a tornou “forte”, morreram. Isso deixou Seleuco II, o filho de Laódice, como rei sírio. Como reagiria o próximo rei ptolomaico a tudo isso?
11:7 No lugar dele [Ptolomeu II, Rei do Sul] se levantará um broto das raízes dela [Irmão de Berenice, Ptolomeu III], e ele [rei do Sul] irá ao exército, irá contra a fortaleza do rei do norte, [Seleuco II, Rei do Norte] tomará ação contra eles, e [o Rei do Sul] vencerá, [o Rei do Norte]
Alguém procedente do rebentão” dos pais de Berenice, ou das suas “raízes, era seu irmão. Quando o pai dele faleceu, ele ‘pôs-se de pé’ como o rei do sul, o faraó egípcio Ptolomeu III. Ele partiu imediatamente para vingar o assassinato da sua irmã.
Marchando contra o rei sírio Seleuco II, que Laódice havia usado para assassinar Berenice e o filho desta, ele foi contra “o baluarte do rei do norte”. Ptolomeu III tomou a parte fortificada de Antioquia e matou Laódice. Avançando para o leste através do domínio do rei do norte, saqueou Babilônia e marchou para a Índia.
11:8 Também [o Rei Sul] chegará ao Egito com os deuses deles, com as suas imagens de metal, com os seus objetos preciosos de prata e de ouro e com cativos. Por alguns anos, ele se manterá longe do rei do norte,
Mais de 200 anos antes, o rei persa Cambises II havia conquistado o Egito e levado para sua terra deuses egípcios, “suas imagens fundidas”. Saqueando a anterior capital real da Pérsia, Susa, Ptolomeu III recuperou esses deuses e os levou como “cativos” ao Egito.
Levou também de volta como despojo de guerra uma grande quantidade de “objetos desejáveis de prata e de ouro”. Obrigado a sufocar uma revolta na sua terra, Ptolomeu III ‘se manteve longe do rei do norte’, não lhe infligindo mais danos
11:9 que irá contra o reino do rei do sul, mas retornará à sua própria terra.
O rei do norte, o rei sírio Seleuco II, revidou. Entrou “no reino” ou domínio do egípcio rei do sul, mas sofreu derrota. Apenas com um pequeno restante do seu exército, Seleuco II ‘retornou ao seu próprio solo’, retirando-se para a capital síria, Antioquia, por volta de 242 AEC. Quando morreu, seu filho Seleuco III sucedeu-lhe.
11:10 “No que se refere aos filhos dele, eles se prepararão para a guerra e reunirão um exército grande e numeroso. Ele certamente avançará e arrasará tudo como uma inundação. Mas ele retornará, e guerreará até chegar à fortaleza dele.
O assassinato de Seleuco III acabou com o seu reinado em menos de três anos. Seu irmão, Antíoco III, sucedeu-lhe no trono sírio. Esse filho de Seleuco II reuniu grandes forças para um ataque contra o rei do sul, que então era Ptolomeu IV.
O novo rei do norte, sírio, lutou com êxito contra o Egito e recuperou o porto marítimo de Selêucia, a província de Coele-Síria, as cidades de Tiro e Ptolemaida, e cidades vizinhas.
Derrotou um exército do Rei Ptolomeu IV e tomou muitas cidades de Judá. Na primavera de 217 AEC, Antíoco III deixou Ptolemaida e foi para o norte, “até chegar ao seu baluarte” na Síria. Mas iria haver em breve uma mudança.
11:11 “E o rei do sul ficará furioso e sairá para lutar contra ele, isto é, contra o rei do norte. Este reunirá uma grande multidão, mas a multidão será entregue nas mãos daquele.
Com uma tropa de 75 mil soldados, o rei do sul, Ptolomeu IV, avançou para o norte contra o inimigo. O sírio rei do norte, Antíoco III, ajuntara “uma grande massa de gente”, de 68 mil, para resistir a ele. Mas “a massa de gente” foi “entregue na mão” do rei do sul na batalha na cidade costeira de Ráfia, não muito longe da fronteira egípcia.
11:12 E a multidão será levada embora. O coração dele se enaltecerá, e ele fará cair dezenas de milhares; mas não usará sua forte posição.
Ptolomeu IV, o rei do sul, ‘levou embora’ 10 mil soldados da infantaria e 300 cavalarianos dos sírios para a morte e tomou 4 mil como presos. Os reis fizeram então um tratado, pelo qual Antíoco III ficou com seu porto sírio de Selêucia, mas perdeu Fenícia e Coele-Síria. Por causa dessa vitória, o coração do egípcio rei do sul ‘se enalteceu’, especialmente contra Jeová. Judá continuou sob o controle de Ptolomeu IV. No entanto, ele ‘não usou a sua forte posição’ para levar avante a sua vitória contra o sírio rei do norte. Em vez disso, Ptolomeu IV entregou-se a uma vida de devassidão, e seu filho de cinco anos, Ptolomeu V, tornou-se o próximo rei do sul alguns anos antes da morte de Antíoco III.
O EXPLORADOR RETORNA
11:13 “E o rei do norte voltará e reunirá uma multidão maior do que a primeira; e no fim dos tempos, depois de alguns anos, ele certamente chegará com um grande exército e com muitos recursos.
Esses “tempos” foram 16 anos ou mais depois de os egípcios terem derrotado os sírios em Ráfia. Quando o jovem Ptolomeu V se tornou rei do sul, Antíoco III foi com “uma massa de gente maior do que a primeira” para recuperar os territórios perdidos para o egípcio rei do sul. Para esse fim, aliou-se com o rei macedônio Filipe V.
11:14 Naqueles tempos muitos se levantarão contra o rei do sul. “E os homens violentos do povo a que você pertence se levantarão para tentar fazer uma visão se tornar realidade, mas tropeçarão.
Muitos ‘se ergueram contra o rei do sul’. O jovem rei do sul, além de se confrontar com as forças de Antíoco III e seu aliado macedônio, confrontou-se com problemas em sua terra, no Egito.
Visto que seu guardião Agátocles, que governava em nome dele, tratava os egípcios de forma arrogante, muitos se revoltaram. O anjo acrescentou: “E os filhos dos salteadores do teu povo, da sua parte, serão levados a tentar fazer uma visão tornar-se realidade; e terão de tropeçar.” (Daniel 11:14b)
Até mesmo alguns do povo de Daniel tornaram-se ‘filhos de salteadores’, ou revolucionários. Mas qualquer “visão” que esses homens judeus tivessem a respeito de acabar com a dominação gentia da sua pátria era falsa, e eles fracassariam, ou ‘tropeçariam’.
11:15 “E o rei do norte chegará e levantará uma rampa de ataque, e capturará uma cidade fortificada. E os braços do sul não se manterão de pé, nem seus melhores homens; eles não terão poder para se manter de pé.
30 As forças militares sob Ptolomeu V, ou os “braços do sul”, sucumbiram diante do ataque do norte. Em Paneas (Cesareia de Filipe), Antíoco III obrigou o general egípcio Escopas e 10 mil homens de elite, ou “selecionados”, a se refugiar em Sídon, “uma cidade com fortificações”.
11:16 Aquele que virá contra ele fará tudo que quiser, e ninguém se manterá de pé diante dele. Ficará de pé na Terra Gloriosa, e na sua mão haverá capacidade de exterminar.
Ali, Antíoco III ‘levantou um aterro de sítio’ tomando aquele porto fenício em 198 AEC. Ele agiu “segundo o seu bel-prazer”, porque as forças do egípcio rei do sul não conseguiram resistir a ele. Antíoco III marchou então contra Jerusalém, a capital da “terra do Ornato”, Judá. Em 198 AEC, Jerusalém e Judá passaram do domínio do egípcio rei do sul para o do sírio rei do norte. E Antíoco III, o Grande, o rei do norte, começou a ‘estar de pé na terra do Ornato’. Havia “extermínio na sua mão” para todos os judeus e egípcios oponentes. Por quanto tempo conseguiria esse rei do norte fazer o que bem entendesse?
11:17 Ele estará determinado a vir com toda a força do seu reino, e haverá um acordo com ele; e ele tomará ação. Quanto à filha de mulher, será concedido que ele a arruíne. E ela não se manterá de pé e não continuará a lhe pertencer.
O rei do norte, Antíoco III, ‘fixou a sua face’ para dominar o Egito “com o poderio de todo o seu reino”. Mas acabou fazendo “um acordo equitativo” de paz com Ptolomeu V, o rei do sul. As exigências de Roma haviam induzido Antíoco III a mudar de plano. Quando ele e o Rei Filipe V da Macedônia se aliaram contra o jovem rei egípcio, para se apoderarem dos seus territórios, os guardiães de Ptolomeu V recorreram a Roma em busca de proteção. Aproveitando-se da oportunidade para expandir sua esfera de influência, Roma começou a mostrar seu poder.
Coagido por Roma, Antíoco III levou termos de paz ao rei do sul. Em vez de entregar territórios conquistados, conforme Roma exigira, Antíoco III planejou fazer uma transferência nominal deles por fazer sua filha Cleópatra I, a “filha de mulher”, casar-se com Ptolomeu V. Como dote dela, dar-se-iam províncias que incluíam Judá, a “terra do Ornato”. No entanto, por ocasião do casamento em 193 AEC, o rei sírio não deixou que essas províncias fossem entregues a Ptolomeu V. Tratava-se dum casamento político, feito para sujeitar o Egito à Síria. Mas a trama fracassou, porque Cleópatra I ‘não continuou a pertencer-lhe’, pois ela depois passou a tomar o lado do marido. Quando irrompeu a guerra entre Antíoco III e os romanos, o Egito tomou o lado de Roma.
11:18 Ele voltará sua atenção para as terras litorâneas e capturará muitas delas. Mas um comandante fará cessar a humilhação que sofreu às mãos dele, e essa humilhação acabará. Fará com que a humilhação volte sobre ele.
As “terras litorâneas” eram as da Macedônia, da Grécia e da Ásia Menor. Em 192 AEC irrompeu uma guerra na Grécia, e Antíoco III foi induzido a ir à Grécia. Não se agradando dos esforços do rei sírio, de conquistar mais territórios ali, Roma formalmente declarou-lhe guerra. Nas Termópilas, ele sofreu derrota às mãos dos romanos. Cerca de um ano depois de perder a batalha de Magnésia, em 190 AEC, ele teve de renunciar a tudo na Grécia, na Ásia Menor e nas regiões ao oeste dos montes Tauro. Roma impôs uma multa pesada e passou a dominar o sírio rei do norte.
11:19 Então ele voltará sua atenção para as fortalezas da sua própria terra; tropeçará e cairá, e não será achado.
Expulso da Grécia e da Ásia Menor, e tendo perdido quase toda a sua frota, Antíoco III ‘voltou a sua face para os baluartes da sua própria terra’, a Síria. Os romanos lhe haviam ‘retornado seu vitupério contra eles’. Antíoco III morreu ao tentar roubar um templo em Elimais, na Pérsia, em 187 AEC. Ele assim ‘caiu’ na morte e foi sucedido pelo seu filho Seleuco IV, o próximo rei do norte
SURGE O EXATOR
11:20 “No lugar dele se levantará alguém que fará um exator passar pelo reino esplêndido; no entanto, em poucos dias ele será destroçado, mas não em ira nem em guerra.
Ptolomeu V, como o rei do sul, tentou conseguir as províncias que devia ter recebido como dote de Cleópatra, mas ele foi envenenado, o que pôs fim aos seus esforços. Ele foi sucedido por Ptolomeu VI
Na primavera de 33 EC, Jesus Cristo disse aos seus discípulos: “Quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação, conforme falado por intermédio de Daniel, o profeta, estar em pé num lugar santo, . . . então, os que estiverem na Judeia comecem a fugir para os montes.” (Mateus 24:15, 16) Citando Daniel 11:31, Jesus advertiu seus seguidores sobre uma futura ‘coisa repugnante que causaria desolação’.
Essa profecia, envolvendo o rei do norte, foi dada uns 195 anos depois da morte de Antíoco IV, o último rei sírio que desempenhou esse papel. Certamente, outra entidade governamental teria de assumir a identidade do rei do norte. Quem seria?
Aquele que ‘se ergueu’ assim mostrou ser o primeiro imperador romano, Otaviano, conhecido como César Augusto
Em 2 AEC, Augusto enviou “um exator” por ordenar um registro, ou censo, provavelmente para saber o número da população para fins de taxação e de recrutamento militar. Por causa desse decreto, José e Maria viajaram a Belém para se registrarem, o que resultou no nascimento de Jesus naquele lugar predito. (Miqueias 5:2; Mateus 2:1-12)
Em agosto de 14 EC , “em poucos dias”, ou não muito depois de decretar o registro, Augusto morreu à idade de 76 anos, nem “em ira” às mãos dum assassino, nem “em guerra”, mas em resultado de doença. O rei do norte deveras havia mudado de identidade!
Esse rei se tornara então o Império Romano na pessoa dos seus imperadores.
11:21 “E no lugar dele se levantará um desprezado, a quem não darão a majestade do reino; e ele chegará durante um tempo de segurança e se apossará do reino por meio de engano.
Que dizer de Seleuco IV? Precisando de dinheiro para pagar a multa pesada que devia a Roma, enviou seu tesoureiro Heliodoro para se apoderar das riquezas que se dizia estarem armazenadas no templo em Jerusalém. Heliodoro, querendo ocupar o trono, assassinou Seleuco IV. No entanto, o Rei Êumenes, de Pérgamo, e seu irmão Átalo mandaram entronizar Antíoco IV, o irmão do rei assassinado.
O novo rei do norte, Antíoco IV, procurou mostrar-se mais poderoso do que Deus por tentar erradicar a forma de adoração de Jeová. Desafiando a Jeová, ele dedicou o templo de Jerusalém a Zeus, ou Júpiter.
Em dezembro de 167 AEC, erigiu-se um altar pagão no alto do grande altar no pátio do templo, onde se haviam feito diariamente ofertas queimadas a Jeová. Dez dias mais tarde, ofereceu-se no altar pagão um sacrifício a Zeus. Essa profanação provocou um levante dos judeus sob os macabeus.
Antíoco IV combateu-os por três anos. Em 164 AEC, no aniversário da profanação, Judas Macabeu rededicou o templo a Jeová e instituiu-se a festividade da dedicação, o Hanucá. João 10:22.
Os macabeus provavelmente fizeram um acordo com Roma, em 161 AEC, e estabeleceram um reino em 104 AEC. Mas o atrito entre eles e o sírio rei do norte continuou. Por fim, pediu-se que Roma interviesse.
O general romano Cneu Pompeu tomou Jerusalém em 63 AEC, após um sítio de três meses.
Em 39 AEC, o Senado romano nomeou Herodes, um edomita, para ser rei da Judeia. Acabando com o domínio macabeu, ele tomou Jerusalém em 37 AEC
Esse “um que há de ser desprezado” foi Tibério César, filho de Lívia, a terceira esposa de Augusto. Augusto odiava esse enteado por causa das tendências más dele, e não queria que se tornasse o próximo César. “A dignidade do reino” só lhe foi concedida a contragosto depois do falecimento de todos os prováveis sucessores. Augusto adotou Tibério em 4 EC e o fez herdeiro do trono. Depois da morte de Augusto, ‘ergueu-se’ Tibério, de 54 anos de idade, o desprezado, assumindo o poder como imperador romano e como o rei do norte.
Tibério”, diz a New Encyclopædia Britannica, “manipulou o Senado e, por quase um mês [depois da morte de Augusto], não permitiu que este o nomeasse imperador.
A peça foi bem representada dos dois lados. Tibério queria o Principado, pois do contrário não o teria aceito; o Senado detestava-o e temia-o, mas não tinha ânimo de restabelecer uma República teoricamente baseada, como a antiga, em Assembleias soberanas.” De modo que Tibério ‘apossou-se do reino por meio de insídia’.
DESTROÇADO O LÍDER DO PACTO
11:22 E os braços da inundação serão arrastados por causa dele e serão destroçados; e o Líder do pacto também será destroçado.
“Quanto aos braços da inundação” , as forças militares dos reinos ao redor, o anjo disse: ‘Serão inundados e serão destroçados.’ Quando Tibério se tornou o rei do norte, seu sobrinho Germânico César era comandante das tropas romanas junto ao rio Reno.
Em 15 EC, Germânico comandou suas forças com certo êxito contra o herói germânico Armínio. No entanto, as vitórias limitadas foram obtidas a muito custo, e Tibério cancelou depois disso as operações na Germânia. Em vez disso, por promover uma guerra civil, tentou impedir que as tribos germânicas se unissem. Tibério favorecia em geral uma política externa defensiva e concentrava-se no fortalecimento das fronteiras
Também foi ‘destroçado’ “o Líder do pacto” que Jeová Deus havia feito com Abraão para a bênção de todas as famílias da Terra. Jesus Cristo era o Descendente de Abraão prometido nesse pacto. (Gênesis 22:18; Gálatas 3:16)
Em 14 de nisã de 33 EC, Jesus estava diante de Pôncio Pilatos no palácio do governador romano em Jerusalém. Os sacerdotes judeus tinham acusado Jesus de traição contra o imperador.
Pilatos entregou Jesus para ser ‘destroçado’, ou pregado numa estaca de tortura. João 18:36; 19:12-16; Marcos 15:14-20.
11:23 E, devido à aliança que farão com ele, ele usará de engano, se erguerá e se tornará forte por meio de uma pequena nação.
Membros do Senado romano se haviam constitucionalmente ‘aliado’ a Tibério, e ele dependia deles formalmente. Mas era enganoso, na realidade tornando-se “forte por meio de uma nação pequena”. Essa nação pequena era a Guarda Pretoriana romana, acampada perto das muralhas de Roma. Sua proximidade intimidava o Senado e ajudava Tibério a reprimir quaisquer levantes contra a sua autoridade entre a população. Portanto, por meio de uns 10 mil guardas, Tibério continuou poderoso.
11:24 Durante um tempo de segurança, ele entrará nas partes mais ricas da província e fará o que não fizeram os seus pais nem os pais dos seus pais. Distribuirá entre o povo despojo, espólio e bens; e planejará as suas tramas contra lugares fortificados, mas apenas por um tempo.
Tibério era extremamente desconfiado, e em seu reinado ordenou-se o assassinato de muitos. Em grande parte por causa da influência de Sejano, comandante da Guarda Pretoriana, a última parte do seu reinado foi marcada pelo terror. Por fim, o próprio Sejano ficou sob suspeita e foi executado. Tibério superou seus antepassados em tiranizar o povo.
Todavia, Tibério espalhou “saque, e despojo, e bens” pelas províncias romanas. Na época em que morreu, todos os povos sob o seu domínio gozavam de prosperidade. Os impostos eram baixos, e ele pôde ser generoso para com aqueles em regiões que passavam dificuldades. Quando soldados ou oficiais oprimiam alguém ou promoviam irregularidades em cuidar de assuntos, podiam esperar sofrer a vingança imperial.
O controle firme do poder mantinha a segurança pública, e um sistema melhorado de comunicações ajudava o comércio. Tibério certificava-se de que os assuntos fossem administrados de modo justo e firme, dentro e fora de Roma. As leis haviam sido melhoradas, e os códigos sociais e morais aprimorados pela promoção de reformas instituídas por Augusto César. No entanto, Tibério ‘maquinava os seus ardis’, de modo que o historiador romano Tácito o descreveu como homem hipócrita, hábil em dissimulações. Na época em que morreu, em março de 37 EC, Tibério era considerado tirano.
Os sucessores de Tibério, que desempenharam o papel de rei do norte, incluíam Caio César (Calígula), Cláudio I, Nero, Vespasiano, Tito, Domiciano, Nerva, Trajano e Adriano. “Na maior parte”, diz The New Encyclopædia Britannica, “os sucessores de Augusto continuaram sua política administrativa e seu programa de construção, embora com menos inovações e com mais ostentação”. A mesma obra de referência salienta adicionalmente: “No fim do 1.º século e no começo do 2.º, Roma estava no auge de sua grandiosidade e de sua população.” Embora durante esse tempo Roma tivesse algumas dificuldades nas fronteiras imperiais, seu primeiro confronto predito com o rei do sul só ocorreu no terceiro século EC.
11:25 “E ele [O Rei do norte] reunirá sua força e sua coragem contra o rei do sul, com um grande exército, e o rei do sul se preparará para a guerra com um exército extremamente grande e poderoso. E ele não se manterá de pé, porque planejarão tramas contra ele.
Cerca de 300 anos depois de Otaviano ter feito do Egito uma província romana, o imperador romano Aureliano assumiu o papel de rei do norte. No ínterim, a Rainha Septímia Zenóbia, da colônia romana de Palmira, ocupava a posição de rei do sul.
O exército de Palmira ocupou o Egito em 269 EC, sob o pretexto de garanti-lo para Roma. Zenóbia queria fazer de Palmira a cidade dominante no leste e queria governar as províncias orientais de Roma. Alarmado pelas ambições dela, Aureliano despertou “seu poder e seu coração” para agir contra Zenóbia.
O rei do sul, como a entidade governamental chefiada por Zenóbia, ‘excitou-se’ para a guerra contra o rei do norte “com uma força militar extraordinariamente grande e poderosa” sob dois generais, Zabas e Zabai. Mas Aureliano tomou o Egito, e depois iniciou uma expedição na Ásia Menor e na Síria. Zenóbia foi derrotada em Emesa (agora Homs), recuando então para Palmira. Quando Aureliano sitiou essa cidade, Zenóbia defendeu-a valentemente, mas sem êxito. Ela e seu filho fugiram em direção à Pérsia, mas foram capturados pelos romanos junto ao rio Eufrates. Os habitantes de Palmira entregaram sua cidade em 272 EC.
Aureliano poupou Zenóbia, tornando-a a atração principal da sua procissão triunfal em Roma, em 274 EC. Ela passou o resto da sua vida como matrona romana.
O próprio Aureliano ‘não se manteve de pé porque maquinaram ardis contra ele’. Em 275 EC ele empreendeu uma expedição contra os persas. Enquanto esperava na Trácia pela oportunidade de atravessar o estreito para a Ásia Menor, os que ‘comiam seus alimentos’ executaram ardis contra ele e causaram sua “derrocada”. Ele ia exigir uma prestação de contas de seu secretário Eros por causa de irregularidades. Eros, porém, falsificou uma lista de nomes de certos oficiais como destinados a serem mortos. Essa lista induziu os oficiais a tramar o assassinato de Aureliano e a matá-lo.
A carreira do rei do norte não terminou com a morte do Imperador Aureliano. Seguiram-se outros governantes romanos. Por algum tempo, havia um imperador do ocidente e outro do oriente. A “força militar” do rei do norte, sob esses homens, foi “levada de enxurrada”, ou “espalhada”, e muitos ‘caíram mortos’ por causa das invasões das tribos germânicas vindas do norte. Os godos irromperam através das fronteiras romanas no quarto século EC. As invasões continuaram uma após outra. Em 476 EC, o líder germânico, Odoacro, removeu o último imperador a governar em Roma. No começo do sexto século, o Império Romano, no Ocidente, havia sido desfeito, e reis germânicos governavam na Bretanha, na Gália, na Itália, na África do Norte e na Espanha. A parte oriental do império durou até o século 15.
A DIVISÃO DUM GRANDE IMPÉRIO
Sem fornecer pormenores desnecessários sobre a desintegração do Império Romano, que se estendeu por séculos, o anjo de Jeová passou a predizer proezas adicionais do rei do norte e do rei do sul. No entanto, uma breve recapitulação de certos acontecimentos no Império Romano nos ajudará a identificar os dois reis rivais em épocas posteriores.
No quarto século, o imperador romano Constantino concedeu o reconhecimento do Estado ao cristianismo apóstata. Ele até mesmo convocou em 325 EC um concílio eclesiástico em Niceia, na Ásia Menor, ao qual ele mesmo presidiu. Mais tarde, Constantino mudou a residência imperial de Roma para Bizâncio, ou Constantinopla, tornando essa cidade a sua nova capital. O Império Romano continuou sob o governo de um único imperador até a morte do Imperador Teodósio I, em 17 de janeiro de 395 EC.
Após a morte de Teodósio, o Império Romano foi dividido entre os seus filhos. Honório recebeu a parte ocidental, e Arcádio, a oriental, tendo Constantinopla por capital. A Bretanha, a Gália, a Itália, a Espanha e a África do Norte estavam entre as províncias da parte ocidental. A Macedônia, a Trácia, a Ásia Menor, a Síria e o Egito eram províncias da parte oriental. Em 642 EC, Alexandria, a capital egípcia, caiu nas mãos dos sarracenos (árabes) e o Egito tornou-se uma província dos califas. Em janeiro de 1449, Constantino XI tornou-se o último imperador do Oriente. Turcos otomanos, sob o sultão Mehmet II, tomaram Constantinopla em 29 de maio de 1453, acabando com o Império Romano Oriental. No ano de 1517, o Egito tornou-se uma província turca. Com o tempo, porém, essa terra do antigo rei do sul passaria a ficar sob o controle de outro império do setor ocidental.
Na parte ocidental do Império Romano ascendeu o bispo católico de Roma, notavelmente o Papa Leão I, famoso por impor a autoridade papal no quinto século EC. Com o tempo, o papa assumiu ele mesmo a responsabilidade de coroar o imperador do setor ocidental. Isso aconteceu em Roma no dia de Natal de 800 EC, quando o Papa Leão III coroou o rei franco Carlos (Magno) imperador do novo Império Romano Ocidental. Essa coroação fez reviver o imperialismo em Roma e, segundo alguns historiadores, marcou o começo do Sacro Império Romano. Daí em diante, existiam o Império Oriental e o Sacro Império Romano, ao oeste, ambos afirmando ser cristãos.
Com o passar do tempo, os sucessores de Carlos Magno mostraram ser governantes ineficazes. O cargo de imperador até ficou vago por algum tempo. No ínterim, o rei germânico Oto I obteve o controle sobre grande parte da Itália setentrional e central. Ele se proclamou rei da Itália. Em 2 de fevereiro de 962 EC, o Papa João XII coroou Oto I como imperador do Sacro Império Romano. Sua capital se encontrava na Germânia, e os imperadores eram germânicos, assim como a maioria dos seus súditos. Cinco séculos mais tarde, a casa austríaca de Habsburgo recebeu o título de “imperador” e o reteve durante a maior parte dos anos restantes do Sacro Império Romano.
11:26 Aqueles que comem as suas iguarias causarão a sua ruína. “Quanto ao seu exército, será arrasado, e muitos cairão mortos.
Na parte ocidental do Império Romano ascendeu o bispo católico de Roma, notavelmente o Papa Leão I, famoso por impor a autoridade papal no quinto século EC. Com o tempo, o papa assumiu ele mesmo a responsabilidade de coroar o imperador do setor ocidental. Isso aconteceu em Roma no dia de Natal de 800 EC, quando o Papa Leão III coroou o rei franco Carlos (Magno) imperador do novo Império Romano Ocidental. Essa coroação fez reviver o imperialismo em Roma e, segundo alguns historiadores, marcou o começo do Sacro Império Romano. Daí em diante, existiam o Império Oriental e o Sacro Império Romano, ao oeste, ambos afirmando ser cristãos.
Com o passar do tempo, os sucessores de Carlos Magno mostraram ser governantes ineficazes. O cargo de imperador até ficou vago por algum tempo. No ínterim, o rei germânico Oto I obteve o controle sobre grande parte da Itália setentrional e central. Ele se proclamou rei da Itália. Em 2 de fevereiro de 962 EC, o Papa João XII coroou Oto I como imperador do Sacro Império Romano. Sua capital se encontrava na Germânia, e os imperadores eram germânicos, assim como a maioria dos seus súditos. Cinco séculos mais tarde, a casa austríaca de Habsburgo recebeu o título de “imperador” e o reteve durante a maior parte dos anos restantes do Sacro Império Romano.
Napoleão I deu o golpe final no Sacro Império Romano quando se recusou a reconhecer sua existência depois das suas vitórias na Alemanha, no ano de 1805. Incapaz de defender a coroa, o Imperador Francisco II renunciou à condição imperial romana em 6 de agosto de 1806 e retirou-se para seu governo nacional como imperador da Áustria. Depois de 1.006 anos, o Sacro Império Romano, fundado por Leão III, um papa católico-romano, e por Carlos Magno, um rei franco, chegou ao fim. Em 1870, Roma tornou-se a capital do reino da Itália, independente do Vaticano. No ano seguinte, começou um império germânico em que Guilherme I foi nomeado césar, ou kaiser. Assim surgiu no cenário mundial o rei do norte dos tempos modernos, a Alemanha. Mas qual tem sido a identidade do rei do sul na era atual? A História mostra que a Grã-Bretanha assumiu poder imperial no século 17.
Napoleão I, querendo romper as rotas comerciais britânicas, conquistou o Egito em 1798. Houve guerra, e a aliança britânico-otomana obrigou os franceses a se retirar do Egito, que no começo do conflito era identificado como o rei do sul. No século que se seguiu, aumentou a influência britânica no Egito.
Depois de 1882, o Egito realmente era uma dependência britânica.
Quando irrompeu a Primeira Guerra Mundial em 1914, o Egito pertencia à Turquia e era governado por um quediva, ou vice-rei.
No entanto, depois de a Turquia tomar o lado da Alemanha naquela guerra, a Grã-Bretanha depôs o quediva e declarou que o Egito era um protetorado britânico. A Grã-Bretanha e os Estados Unidos da América aos poucos estabeleceram vínculos estreitos, tornando-se a Potência Mundial Anglo-Americana. Juntos, passaram a ocupar a posição de rei do sul.
‘INCLINADOS A FAZER O QUE É MAU’
11:27 “No que se refere a esses dois reis, seu coração se inclinará a fazer o que é mau; eles se sentarão à mesma mesa e mentirão um ao outro. Mas nada será bem-sucedido, porque o fim ainda é para o tempo determinado. [1914]
Em 18 de janeiro de 1871, Guilherme I tornou-se o primeiro imperador do Reich, ou Império Alemão. Ele nomeou Otto von Bismarck como chanceler. Visando o desenvolvimento do novo império, Bismarck evitou conflitos com outras nações e formou uma aliança com a Áustria-Hungria e a Itália, conhecida como a Tríplice Aliança.
Mas os interesses desse novo rei do norte logo se chocaram com os do rei do sul.
Após a morte de Guilherme I e de seu sucessor Frederico III, em 1888, ascendeu ao trono Guilherme II, aos 29 anos de idade. Guilherme II, ou Kaiser Guilherme, obrigou Bismarck a renunciar e adotou uma política de expansão da influência alemã em todo o mundo. “Sob Guilherme II”, diz certo historiador, “[a Alemanha] assumiu um ar arrogante e agressivo”.
Quando o Czar Nicolau II, da Rússia, convocou uma conferência de paz em Haia, na Holanda, em 24 de agosto de 1898, o clima era de tensão internacional. Essa conferência e a que se seguiu em 1907 instituíram a Corte Permanente de Arbitragem, situada em Haia. Por se tornarem membros dessa corte, tanto o Reich Alemão como a Grã-Bretanha davam a impressão de favorecerem a paz. Sentaram-se “a uma só mesa”, parecendo ser amigáveis, mas ‘seu coração estava inclinado a fazer o que é mau’. A tática diplomática de ‘a uma só mesa falar mentiras’ não podia promover a verdadeira paz. Quanto às suas ambições políticas, comerciais e militares, ‘nada seria bem-sucedido’, porque o fim dos dois reis “é ainda para o tempo designado” por Jeová Deus. [1914]
“CONTRA O PACTO SAGRADO”
11:28 “E ele [o rei do norte] voltará à sua terra com grande quantidade de bens, e o seu coração será contra o pacto sagrado. Ele tomará ação e voltará à sua terra.
O Kaiser Guilherme voltou à “terra”, ou condição terrestre, do antigo rei do norte. De que modo? Por desenvolver um governo imperial destinado a expandir o Reich alemão e estender sua influência. Guilherme II empenhou-se por objetivos coloniais na África e em outros lugares. Querendo desafiar a supremacia marítima britânica, passou a desenvolver uma marinha poderosa.
“O poderio naval alemão passou do insignificante para ser secundário apenas ao da Grã-Bretanha em pouco mais de uma década”, diz The New Encyclopædia Britannica. Para manter a supremacia, a Grã-Bretanha realmente teve de ampliar seu próprio programa naval. A Grã-Bretanha negociou também a entente cordiale (entendimento amigável) com a França e um acordo similar com a Rússia, formando a Tríplice Entente. A Europa estava então dividida em dois campos militares — a Tríplice Aliança dum lado e a Tríplice Entente do outro.
O Império Alemão adotou uma política agressiva, que resultou em uma “grande quantidade de bens” para a Alemanha, porque ela era a parte principal da Tríplice Aliança. A Áustria-Hungria e a Itália eram católico-romanas. Portanto, a Tríplice Aliança tinha também o favor do papa, ao passo que o rei do sul, com sua Tríplice Entente que na maior parte era não católica, não o tinha.
Que dizer dos do povo de Jeová? Por muito tempo eles haviam declarado que “os tempos designados das nações” acabariam em 1914. (Lucas 21:24) Naquele ano foi estabelecido nos céus o Reino de Deus nas mãos do Herdeiro do Rei Davi, Jesus Cristo. (2 Samuel 7:12-16; Lucas 22:28, 29)
Já em março de 1880, a revista A Sentinela, em inglês, relacionou o governo do Reino de Deus com o fim dos “tempos designados das nações”, ou “tempos dos gentios”. (Almeida)
Mas o coração do germânico rei do norte era ‘contra o pacto sagrado do Reino’. Em vez de reconhecer o governo do Reino, o Kaiser Guilherme ‘agiu com eficiência’ por promover seu programa de dominação do mundo. No entanto, por agir assim, lançou as sementes da Primeira Guerra Mundial.
A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
O REI FICA “DESALENTADO” NUMA GUERRA
11:29 “No tempo determinado [1914] ele [O rei do norte] retornará e irá contra o sul. Mas essa vez não será como antes,
“[O rei do norte] retornará no tempo designado”, predisse o anjo, “e virá realmente contra o sul; mas no fim não virá a ser como foi no princípio”. (Daniel 11:29) O “tempo designado” de Deus, para acabar com o domínio gentio da Terra, chegou em 1914, quando ele estabeleceu o Reino celestial.
Em 28 de junho daquele ano, o arquiduque austríaco Francisco Ferdinando e sua esposa foram assassinados por um terrorista sérvio em Sarajevo, na Bósnia. Essa foi a centelha que desencadeou a Primeira Guerra Mundial.
O Kaiser Guilherme exortou a Áustria-Hungria a reagir contra a Sérvia. Assegurada do apoio da Alemanha, a Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia em 28 de julho de 1914. Mas a Rússia veio em ajuda da Sérvia. Quando a Alemanha declarou guerra à Rússia, a França (aliada na Tríplice Entente) deu apoio à Rússia. A Alemanha declarou então guerra à França.
Para tornar mais rápido o acesso a Paris, a Alemanha invadiu a Bélgica, cuja neutralidade havia sido garantida pela Grã-Bretanha. De modo que esta declarou guerra à Alemanha. Outras nações ficaram envolvidas e a Itália mudou de lado. Durante a guerra, a Grã-Bretanha fez do Egito seu protetorado, para impedir que o rei do norte cortasse o acesso ao canal de Suez e invadisse o Egito, a terra antiga do rei do sul.
“Apesar do tamanho e da força dos Aliados”, diz The World Book Encyclopedia, “a Alemanha parecia prestes a ganhar a guerra”. Nos conflitos anteriores entre os dois reis, o Império Romano, como o rei do norte, fora constantemente vitorioso. Mas dessa vez, ‘as coisas não foram como no princípio’. O rei do norte perdeu a guerra.
11:30 pois os navios de Quitim [Grã Bretanha] virão contra ele, e ele será humilhado. “Ele voltará e despejará sua fúria contra o pacto sagrado, e tomará ação; e voltará e dará atenção aos que abandonam o pacto sagrado.
No tempo de Daniel, Quitim era Chipre. No começo da Primeira Guerra Mundial, o Chipre foi anexado pela Grã-Bretanha. Além disso, segundo The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible (A Enciclopédia Pictórica da Bíblia, de Zondervan), o nome Quitim “é estendido para incluir o O[este] em geral, mas esp[ecificamente] o O[este] navegante”. A New International Version verte a expressão “os navios de Quitim” como “navios dos litorais ocidentais”.
Na Primeira Guerra Mundial, os navios de Quitim mostraram ser principalmente os navios da Grã-Bretanha, ao largo da costa ocidental da Europa.
Sofrendo o ataque da Potência Mundial Anglo-Americana, o rei do norte ficou “desalentado” e admitiu a derrota em novembro de 1918. Guilherme II fugiu para o exílio na Holanda, e a Alemanha tornou-se uma república. Mas o rei do norte ainda não havia chegado ao fim
O REI AGE “COM EFICIÊNCIA”
“Ele [o rei do norte] realmente voltará e lançará verberações contra o pacto sagrado e agirá com eficiência; e terá de voltar e dará consideração aos que abandonam o pacto sagrado.” (Daniel 11:30b) Assim profetizou o anjo, e assim veio a acontecer.
Depois do fim da guerra, em 1918, os Aliados vitoriosos impuseram à Alemanha um punitivo tratado de paz. O povo alemão achou duros os termos do tratado, e a nova república era fraca desde o começo. A Alemanha cambaleou alguns anos em extrema aflição e sofreu a Grande Depressão que por fim deixou 6 milhões de pessoas sem emprego. No começo dos anos 30, as condições eram propícias para a ascensão de Adolf Hitler. Ele se tornou chanceler em janeiro de 1933, e no ano seguinte assumiu a presidência do que os nazistas chamaram de Terceiro Reich.
Logo após assumir o poder, Hitler lançou um violento ataque contra “o pacto sagrado”, representado pelos irmãos ungidos de Jesus Cristo. (Mateus 25:40) Nisso ele agiu “com eficiência” contra esses cristãos leais, perseguindo cruelmente a muitos deles. Hitler obteve êxitos econômicos e diplomáticos, agindo também nesses campos “com eficiência”. Em poucos anos, ele fez da Alemanha uma potência a ser levada em conta no cenário do mundo.
Hitler deu ‘consideração aos que abandonavam o pacto sagrado’. Quem eram eles? Evidentemente eram os líderes da cristandade, que afirmavam ter uma relação pactuada com Deus, mas tinham deixado de ser discípulos de Jesus Cristo. Hitler teve êxito em recorrer ao apoio dos ‘que abandonavam o pacto sagrado’. Por exemplo, fez uma concordata com o papa em Roma. Em 1935, ele criou o Ministério de Assuntos de Igrejas. Um dos objetivos de Hitler era colocar as igrejas evangélicas sob o controle do Estado.
OS “BRAÇOS” PROCEDEM DO REI
11:31 E braços procedentes dele se levantarão e profanarão o santuário, a fortaleza, e removerão o sacrifício constante. “E estabelecerão a coisa repugnante que causa desolação.
Hitler logo foi travar guerra, assim como o anjo predissera corretamente: “Erguer-se-ão braços procedentes dele; e eles hão de profanar o santuário, o baluarte, e remover o sacrifício contínuo.” (Daniel 11:31a)
Os “braços” eram as forças militares usadas pelo rei do norte para lutar contra o rei do sul na Segunda Guerra Mundial. Em 1.º de setembro de 1939, “braços” nazistas invadiram a Polônia. Dois dias depois, a Grã-Bretanha e a França declararam guerra à Alemanha para ajudar a Polônia. Assim começou a Segunda Guerra Mundial. A Polônia foi logo derrotada, e pouco depois forças alemãs ocuparam a Dinamarca, a Noruega, a Holanda, a Bélgica, Luxemburgo e a França.
“No fim de 1941”, diz The World Book Encyclopedia, “a Alemanha nazista dominava o continente”.
A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
Embora a Alemanha e a União Soviética tivessem assinado um Tratado de Amizade, de Cooperação e de Demarcação, Hitler invadiu território soviético em 22 de junho de 1941. Essa ação levou a União Soviética para o lado da Grã-Bretanha. O exército soviético ofereceu forte resistência, apesar dos espetaculares avanços iniciais das forças alemãs. Em 6 de dezembro de 1941, o exército alemão foi realmente derrotado em Moscou.
No dia seguinte, o aliado da Alemanha, o Japão, bombardeou Pearl Harbor, no Havaí. Sabendo disso, Hitler disse aos seus ajudantes: “Agora é impossível que percamos a guerra.” Em 11 de dezembro, ele temerariamente declarou guerra aos Estados Unidos. Mas subestimou a força tanto da União Soviética como dos Estados Unidos. Com o ataque do exército soviético no leste e as forças britânicas e americanas fechando o cerco ao oeste, o curso dos acontecimentos voltou-se contra Hitler. As forças alemãs começaram a perder um território após outro. Após o suicídio de Hitler, a Alemanha se rendeu aos Aliados em 7 de maio de 1945.
“Eles [os braços nazistas] hão de profanar o santuário, o baluarte, e remover o sacrifício contínuo”, disse o anjo. No antigo Judá, o santuário era parte do templo em Jerusalém. No entanto, quando os judeus rejeitaram a Jesus, Jeová rejeitou a eles e ao templo deles. (Mateus 23:37–24:2)
Desde o primeiro século EC, o templo de Jeová na realidade tem sido espiritual, tendo o santíssimo nos céus e um pátio espiritual na Terra, no qual servem os irmãos ungidos de Jesus, o Sumo Sacerdote. A partir da década de 30, os da “grande multidão” têm adorado juntamente com os do restante ungido e, portanto, diz-se que servem ‘no templo de Deus’. Apocalipse] 7:9, 15; 11:1, 2; Hebreus 9:11, 12, 24
Nos países sob o seu controle, o rei do norte profanou o pátio terrestre do templo por perseguir impiedosamente os do restante ungido e seus companheiros. A perseguição foi tão severa, que se removeu “o sacrifício contínuo", o sacrifício de louvor público ao nome de Jeová. (Hebreus 13:15)
Os fiéis cristãos ungidos, junto com os das “outras ovelhas”, porém, continuaram a pregar durante a Segunda Guerra Mundial apesar de sofrimento horrível. João 10:16.
CONSTITUÍDA A COISA REPUGNANTE
Quando se aproximava o fim da Segunda Guerra Mundial, houve outro acontecimento, assim como o anjo de Deus predissera. “Hão de constituir a coisa repugnante que causa desolação.” (Daniel 11:31b) Jesus também havia falado da “coisa repugnante”. No primeiro século, ela foi o exército romano que viera a Jerusalém em 66 EC para acabar com a rebelião judaica. Mateus 24:15; Daniel 9:27.
Que “coisa repugnante” foi ‘constituída’ nos tempos modernos? Pelo visto, foi uma falsificação “repugnante” do Reino de Deus. Foi a Liga das Nações, a fera cor de escarlate que foi ao abismo, ou deixou de existir como organização de paz mundial, ao irromper a Segunda Guerra Mundial. (Apocalipse 17:8) “A fera”, porém, estava “para ascender do abismo”. Isso se deu quando as Nações Unidas, com 50 nações como membros, incluindo a então União Soviética, foram estabelecidas em 24 de outubro de 1945. Assim foi constituída “a coisa repugnante” predita pelo anjo, as Nações Unidas.
A Alemanha havia sido um dos principais inimigos do rei do sul durante ambas as guerras mundiais e tinha ocupado a posição de rei do norte. Quem seria o próximo para ocupar essa posição?
Depois da Segunda Guerra Mundial, [Alemanha] essa nação ficou dividida. A Alemanha Ocidental tornou-se aliada do rei do sul, e a Alemanha Oriental aliou-se com outra poderosa entidade, o bloco comunista de nações, chefiado pela União Soviética. Esse bloco, ou entidade política, ergueu-se como o rei do norte, em forte oposição à aliança anglo-americana. E a rivalidade entre os dois reis tornou-se uma Guerra Fria, que durou de 1948 a 1989. Anteriormente, o rei do norte, alemão, havia agido “contra o pacto sagrado”. (Daniel 11:28, 30) Como atuaria o bloco comunista para com o pacto?
VERDADEIROS CRISTÃOS TROPEÇAM, MAS PREVALECEM
11:32 “Por meio de palavras enganosas, ele [Rei do Norte] levará à apostasia os que violam o pacto. Mas o povo que conhece o seu Deus vencerá e tomará ação.
Os que ‘agem iniquamente contra o pacto’ só podem ser os líderes da cristandade, que afirmam ser cristãos, mas pelas suas ações profanam o próprio nome do cristianismo. Walter Kolarz, no seu livro Religion in the Soviet Union (Religião na União Soviética), diz: “[Durante a Segunda Guerra Mundial,] o Governo Soviético fez empenho para conseguir a ajuda material e moral das igrejas em defesa da pátria.
” Depois da guerra, os líderes eclesiásticos tentaram manter essa amizade, apesar da política ateísta da potência que então era o rei do norte. A cristandade tornou-se assim mais do que nunca uma parte deste mundo, uma apostasia repugnante aos olhos de Jeová. João 17:16; Tiago 4:4.
11:33 E os que têm discernimento entre o povo darão entendimento a muitos. E tropeçarão, caindo vítimas da espada e do fogo, do cativeiro e do saque, por alguns dias.
Que dizer dos genuínos cristãos, o “povo que conhece seu Deus” e ‘que tem perspicácia’? Embora estivessem corretamente ‘sujeitos às autoridades superiores’, os cristãos que viviam sob o domínio do rei do norte não faziam parte deste mundo. (Romanos 13:1; João 18:36)
Cuidando de pagar de volta “a César as coisas de César”, também davam “a Deus as coisas de Deus”. (Mateus 22:21) Por causa disso, questionou-se a sua integridade. 2 Timóteo 3:12.
11:34 Mas, quando tropeçarem, receberão um pouco de ajuda; e muitos se juntarão a eles por meio de declarações enganosas.
Em resultado disso, verdadeiros cristãos tanto ‘tropeçaram’ como ‘prevaleceram’. Tropeçaram no sentido de sofrerem intensa perseguição, alguns deles até mesmo sendo mortos. Mas prevaleceram no sentido de que a vasta maioria deles permaneceu fiel. Venceram o mundo assim como Jesus o venceu. (João 16:33)
Além disso, nunca pararam de pregar, mesmo quando em prisão ou em campos de concentração. Por fazerem isso, ‘deram entendimento a muitos’. Apesar da perseguição na maioria dos países governados pelo rei do norte, o número de Testemunhas de Jeová aumentou. Graças à fidelidade ‘dos que têm perspicácia’, surgiu nesses países uma parte cada vez maior da “grande multidão”. Apocalipse 7:9-14.
11:35 E alguns dos que têm discernimento serão levados a tropeçar, para que seja feita uma obra de refinamento por causa deles e para que seja feita uma purificação e um embranquecimento até o tempo do fim; porque isso ainda é para o tempo determinado.
Os que se infiltraram fizeram com que alguns dos fiéis caíssem nas mãos das autoridades. Jeová permitiu que isso acontecesse para haver uma refinação e uma limpeza do seu povo. Assim como Jesus “aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”, assim esses fiéis aprenderam da prova da sua fé a ter perseverança. (Hebreus 5:8; Tiago 1:2, 3; note Malaquias 3:3.) Foram assim ‘refinados, limpos e embranquecidos’.
Os do povo de Jeová haviam de sofrer tropeços e ser refinados “até o tempo do fim”. Naturalmente, esperam ser perseguidos até o fim deste iníquo sistema de coisas. No entanto, a limpeza e o embranquecimento do povo de Deus, em resultado da invasão do rei do norte, era “para o tempo designado”. Portanto, “o tempo do fim”, em Daniel 11:35, deve relacionar-se com o fim do período necessário para os do povo de Deus serem refinados ao suportarem o ataque do rei do norte. Os tropeços, evidentemente, terminaram no tempo designado por Jeová.
11:36 “O rei [do Norte] fará tudo que quiser, e ele se enaltecerá e se magnificará acima de todo deus; e falará coisas chocantes contra o Deus dos deuses. E será bem-sucedido até acabar a fúria; porque o que foi determinado acontecerá.
E certamente se mostrará bem-sucedido até ter acabado a verberação; porque a coisa determinada terá de ser feita. E não dará consideração ao Deus de seus pais; e não dará consideração ao desejo de mulheres, nem a todo outro deus, porém, magnificar-se-á acima de todos os outros.” Daniel 11:36, 37.
11:37 Ele não dará consideração ao Deus dos seus pais; e não dará consideração ao desejo de mulheres, nem a nenhum outro deus, pois magnificará a si mesmo acima de todos.
Em cumprimento dessas palavras proféticas, o rei do norte rejeitou o “Deus de seus pais”, tal como a divindade trinitária da cristandade. O bloco comunista promoveu o flagrante ateísmo. O rei do norte constituiu-se assim em deus, ‘magnificando-se acima de todos’. Não dando nenhuma consideração “ao desejo de mulheres” os países subservientes, tais como o Vietnã do Norte, que agiram como criadas do seu regime , o rei agiu “segundo o seu bel-prazer”.
11:38 Em vez disso, dará glória ao deus das fortalezas. A um deus que os seus pais não conheceram, dará glória por meio de ouro, prata, pedras preciosas e coisas valiosas.
De fato, o rei do norte depositou sua confiança no moderno militarismo científico, no “deus dos baluartes”. Procurou obter salvação por meio desse “deus”, sacrificando enormes riquezas no altar dele.
11:39 Com um deus estrangeiro, tomará ação contra as fortalezas mais poderosas. Ele dará grande glória aos que lhe derem reconhecimento e fará com que governem entre muitos. E repartirá a terra por um preço.
De fato, o rei do norte depositou sua confiança no moderno militarismo científico, no “deus dos baluartes”. Procurou obter salvação por meio desse “deus”, sacrificando enormes riquezas no altar dele.
EMPURRÕES” NO TEMPO DO FIM
11:40 “No tempo do fim, o rei do sul se envolverá com ele [rei norte] em uma troca de empurrões, e o rei do norte virá sobre ele como uma tempestade, com carros de guerra, cavaleiros e muitos navios; ele entrará nas terras e arrasará tudo como uma inundação.
“No tempo do fim, o rei do sul se empenhará com ele em dar empurrões”, disse o anjo a Daniel. (Daniel 11:40a) Tem o rei do sul ‘empurrado’ o rei do norte durante o “tempo do fim”? (Daniel 12:4, 9) Deveras, tem.
Depois da Primeira Guerra Mundial, o punitivo tratado de paz, imposto ao que então era o rei do norte, a Alemanha, certamente foi ‘um empurrão’, uma instigação à retaliação.
Depois da sua vitória na Segunda Guerra Mundial, o rei do sul tomou seu rival como alvo das suas temíveis armas nucleares e organizou contra ele uma poderosa aliança militar, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Sobre a função da Otan, diz um historiador britânico: “Era o instrumento primário para a ‘contenção’ da URSS, então considerada a principal ameaça para a paz europeia. Sua missão durou 40 anos, e foi cumprida com indisputável êxito.” No decorrer da Guerra Fria, os “empurrões” do rei do sul incluíram espionagem de alta tecnologia, bem como ofensivas diplomáticas e militares.
Como reagiu o rei do norte? “O rei do norte arremeterá contra ele com carros, e com cavaleiros, e com muitos navios; e ele há de entrar nas terras, e inundar, e passar.” (Daniel 11:40b)
A história dos últimos dias tem destacado o expansionismo do rei do norte. Durante a Segunda Guerra Mundial, o “rei” nazista transbordou suas fronteiras para os países vizinhos.
SURGE UM NOVO REI DO NORTE
Com o fim da União Soviética em 1991, o povo de Deus que morava naquela grande área recebeu “um pouco de ajuda”, ou seja, ganhou um período de liberdade. (Dan. 11:34)
A pregação podia ser feita livremente, e não demorou para o número de publicadores na antiga União Soviética chegar a centenas de milhares. Mas pouco a pouco, a Rússia e países aliados foram se tornando o rei do norte. Como vimos no estudo anterior, para um governo assumir o papel de rei do norte ou de rei do sul, ele precisa fazer três coisas:
(1) ter uma influência direta sobre o povo de Deus,
(2) agir de um modo que prove que é inimigo de Jeová e de seu povo e
(3) competir com o rei inimigo.
Veja por que podemos dizer que a Rússia e seus aliados são o rei do norte hoje.
(1) Eles afetam diretamente o povo de Deus, porque proíbem a pregação e perseguem centenas de milhares de irmãos nesses países.
(2) Essa perseguição prova que eles odeiam Jeová e o povo dele.
(3) Eles competem contra o rei do sul, a Potência Mundial Anglo-Americana. Vamos ver o que a Rússia e seus aliados estão fazendo e como isso prova que eles são o rei do norte.
O REI DO NORTE ENTRA NA “TERRA GLORIOSA”
11:41 Também entrará na Terra Gloriosa, e muitas terras serão levadas a tropeçar. Mas estes são os que escaparão da sua mão: Edom, Moabe e a parte principal dos amonitas.
Daniel 11:41 diz que o rei do norte vai entrar na “Terra Gloriosa”. O que é essa terra? Antigamente, essa expressão se referia à terra de Israel. Ela era considerada “a mais bela de todas as terras”. (Eze. 20:6)
Essa terra era especialmente bela porque nela se praticava a adoração verdadeira. Mas desde o Pentecostes do ano 33, essa “terra” não fica mais em um lugar único, específico.
Aliás, isso nem é possível, porque o povo de Jeová está espalhado pela Terra inteira. Então, o que é a “Terra Gloriosa” hoje? Essa expressão se refere à organização de Jeová. Ela é como um país onde os servos de Deus estão unidos em realizar todas as atividades relacionadas com a adoração verdadeira.
Durante os últimos dias, o rei do norte entrou várias vezes na “Terra Gloriosa”. Por exemplo, quando a Alemanha nazista era o rei do norte, ela entrou na “Terra Gloriosa”, principalmente na época da Segunda Guerra Mundial, quando perseguiu e matou muitos do povo de Deus. Depois, quando a União Soviética assumiu o papel de rei do norte, ela entrou na “Terra Gloriosa” quando perseguiu o povo de Deus e mandou muitos de nossos irmãos para o exílio.
Em anos recentes, a Rússia e seus aliados também entraram na “Terra Gloriosa”. Como? Em 2017, esse rei do norte proibiu a obra do povo de Jeová e prendeu vários de nossos irmãos e irmãs. Ele também proibiu nossas publicações, incluindo a Tradução do Novo Mundo. Além disso, confiscou o Betel da Rússia, Salões do Reino e Salões de Assembleias. Depois de tudo isso, o Corpo Governante identificou em 2018 a Rússia e seus aliados como o rei do norte. Mas, mesmo quando sofre perseguição intensa, o povo de Jeová não se revolta contra o governo nem tenta mudá-lo. Em vez disso, os servos de Deus seguem o conselho bíblico de orar por “todos os que estão em altos postos”, principalmente quando eles tomam decisões que podem afetar a liberdade de adoração. 1 Tim. 2:1, 2
O EGITO NÃO ESCAPA
11:42 Ele [Rei do Norte] continuará a estender a mão contra as terras; quanto à terra do Egito, ela não escapará.
Na antiguidade, Edom, Moabe e Amom ficavam entre os domínios do egípcio rei do sul e o sírio rei do norte. Nos tempos modernos, eles representam nações e organizações que o rei do norte tomou por alvo trazer sob a sua influência, mas não o conseguiu.
11:43 E ele reinará sobre os tesouros ocultos de ouro e de prata e sobre todas as coisas preciosas do Egito. E os líbios e os etíopes acompanharão os seus passos.
Nem mesmo o rei do sul, o “Egito”, escapou dos efeitos da política expansionista do rei do norte. Por exemplo, o rei do sul sofreu uma notável derrota no Vietnã. E que dizer ‘dos líbios e dos etíopes’? Esses vizinhos do antigo Egito podem muito bem prefigurar nações que, em sentido geográfico, são vizinhas do “Egito” moderno (o rei do sul). Às vezes, esses foram seguidores do rei do norte, ‘acompanhando os seus passos’.
Chegou o rei do norte a dominar ‘os tesouros ocultos do Egito’? Ele deveras tem exercido uma forte influência sobre o modo em que o rei do sul tem usado seus recursos financeiros.
O rei do sul, por temer o seu rival, tem aplicado consideráveis somas para manter um enorme exército, marinha e força aérea. Nesse sentido, o rei do norte ‘dominou’, ou controlou, o uso da riqueza do rei do sul.
O REI DO NORTE VAI DESTRUIR O REI DO SUL?
A profecia registrada em Daniel 11:40-45 se concentra principalmente nas ações do rei do norte. Será que isso significa que esse rei vai destruir o rei do sul? Não. O rei do sul ainda estará ‘vivo’ na guerra do Armagedom, quando Jeová e Jesus destruírem todos os governos humanos. (Apo. 19:20) Por que podemos ter tanta certeza disso? Veja o que as profecias de Daniel e Apocalipse indicam.Leia Daniel 2:43-45. O profeta Daniel fala de uma enorme estátua que tem as partes do corpo formadas por vários metais. Cada parte da estátua representa um governo mundial diferente que teria influência direta sobre o povo de Deus e que chegaria ao poder em épocas diferentes. Os pés da estátua, formados por uma mistura de ferro e argila, representam o último governo humano apontado por Daniel, a Potência Mundial Anglo-Americana. A profecia de Daniel indica que essa potência ainda estará no poder quando o Reino de Deus trouxer a destruição de todos os governos humanos.
O apóstolo João também falou sobre vários governos mundiais que teriam influência direta sobre o povo de Jeová. Na profecia de João, esses governos são representados por uma fera com sete cabeças. A sétima cabeça dessa fera é a Potência Mundial Anglo-Americana. É importante sabermos isso, porque depois dessa cabeça, não surge mais nenhuma outra na fera. A sétima cabeça dessa fera ainda vai estar no poder quando Cristo e suas forças celestiais vierem para destruir não só essa cabeça, mas a fera como um todo. Apo. 13:1, 2; 17:13, 14.
O QUE O REI DO NORTE VAI FAZER EM BREVE?
11:44 “Mas haverá notícias procedentes do leste e do norte que o perturbarão, e ele [Rei do Norte] sairá com grande furor para aniquilar e entregar muitos à destruição.
A profecia de Ezequiel nos dá uma ideia do que vai acontecer antes da destruição do rei do norte e do rei do sul. Parece que os textos de Ezequiel 38:10-23; Daniel 2:43-45; 11:44–12:1 e Apocalipse 16:13-16, 21 falam das mesmas coisas. Se esse entendimento estiver correto, veja o que achamos que vai acontecer.
Algum tempo ANTES do começo da grande tribulação, os “reis de toda a terra habitada” vão formar uma coalizão, ou grupo, de nações. (Apo. 16:13, 14; 19:19)
A Bíblia chama essa coalizão de nações de “Gogue da terra de Magogue”. (Eze. 38:2) Gogue vai atacar o povo de Deus e tentar destruí-lo completamente. O que vai levar a esse ataque? Na visão que teve sobre essa época, João viu pedras de granizo bem grandes e pesadas caindo sobre os inimigos de Deus. Essa tempestade de granizo pode ser uma mensagem pesada de julgamento que o povo de Jeová vai anunciar. Pode ser que essa mensagem leve Gogue de Magogue a atacar o povo de Deus para eliminá-lo. Apo. 16:21.
Essa mensagem pesada e o ataque final dos inimigos de Deus parecem ser os mesmos acontecimentos mencionados em Daniel 11:44, 45. (Leia.) Ali, Daniel diz que “notícias procedentes do leste e do norte” vão incomodar o rei do norte. Então, o rei do norte “sairá com grande furor” para “entregar muitos à destruição”. Aparentemente, a palavra “muitos” se refere ao povo de Jeová. É possível que Daniel esteja falando aqui sobre o último ataque total contra o povo de Deus.
O ataque feito pelo rei do norte com a ajuda de outros governos do mundo deixará o Deus Todo-Poderoso furioso. Então, terá início a guerra do Armagedom. (Apo. 16:14, 16) Nesse momento, o rei do norte, junto com todas as nações que fazem parte de Gogue de Magogue, chegará ao seu fim e não haverá “quem o ajude”. Dan. 11:45.
O versículo seguinte do relato de Daniel dá mais detalhes de como o rei do norte e seus aliados vão chegar ao seu fim e como nós seremos salvos. (Leia Daniel 12:1.) O que esse versículo significa? Miguel é outro nome para nosso Rei, Cristo Jesus. Ele “está de pé a favor” do povo de Deus desde 1914, ano em que seu Reino começou nos céus. Em breve, Miguel “se levantará”, ou seja, destruirá todos os seus inimigos na guerra do Armagedom. Essa batalha será o evento final que Daniel chama de o maior “tempo de aflição” da história humana. A profecia de João em Apocalipse chama o período que leva a essa batalha de “grande tribulação”. Apo. 6:2; 7:14.
11:45 Armará suas tendas reais entre o grande mar e o monte santo da Terra Gloriosa; e chegará ao seu fim, e não haverá quem o ajude.
Essa mensagem pesada e o ataque final dos inimigos de Deus parecem ser os mesmos acontecimentos mencionados em Daniel 11:44, 45. Ali, Daniel diz que “notícias procedentes do leste e do norte” vão incomodar o rei do norte. Então, o rei do norte “sairá com grande furor” para “entregar muitos à destruição”. Aparentemente, a palavra “muitos” se refere ao povo de Jeová. É possível que Daniel esteja falando aqui sobre o último ataque total contra o povo de Deus.
O ataque feito pelo rei do norte com a ajuda de outros governos do mundo deixará o Deus Todo-Poderoso furioso. Então, terá início a guerra do Armagedom. (Apo. 16:14, 16) Nesse momento, o rei do norte, junto com todas as nações que fazem parte de Gogue de Magogue, chegará ao seu fim e não haverá “quem o ajude”. Dan. 11:45.
O ARMAGEDOM FINAL DO CONFLITO
A BÍBLIA afirma que não haverá uma TERCEIRA GUERRA MUNDIAL
A campanha final do rei do norte não é dirigida contra o rei do sul. Por isso, o rei do norte não chegará ao seu fim pelas mãos do seu grande rival. De modo similar, o rei do sul não é destruído pelo rei do norte. O rei do sul é destruído “sem mão” humana, pelo Reino de Deus. (Daniel 8:25) Deveras, na batalha do Armagedom, todos os reis terrestres hão de ser eliminados pelo Reino de Deus, e isso é o que evidentemente acontece com o rei do norte. (Daniel 2:44)
Daniel 11:44, 45, descreve acontecimentos que levam a essa batalha final. Não é de admirar que “não haverá quem o ajude” quando o rei do norte tiver seu fim!
NOTA: A profecia no capítulo 11 de Daniel não prediz os nomes das entidades políticas que ocupam a posição de rei do norte e de rei do sul (da Terra da promessa) nas diversas épocas. Suas identidades só ficam conhecidas depois do começo dos acontecimentos. Além disso, visto que o conflito ocorre em episódios, há intervalos sem conflito, um rei predomina ao passo que o outro permanece inativo.
MATÉRIA ADICIONAL
PROFECIAS DE DANIEL CAPÍTULO 12
A SEXTA CITAÇÃO DE 1914 NA BÍBLIA.
MIGUEL COLOCA-SE DE PÉ NO TEMPO DO FIM -1914
Daniel 12: 1 Apocalipse 12:7-9,1,12
12:1 “Naquele tempo [a partir 1914] se levantará Miguel, [Jesus antes de ser coroado rei], o grande príncipe que está de pé a favor do povo [de Jeová] a que você pertence. E haverá um tempo de aflição como nunca houve [dores de Aflição; Mat. 24:7,8], desde que começou a existir nação até aquele tempo [até 1914]. Naquele tempo [a partir 1914] seu povo [os ungidos remanentes e Grande Multidão] escapará, todo aquele que se achar inscrito no livro; [da vida].
Obs: O povo de Jeová os ungidos e da Grande multidão, vivos escaparão até o Armagedom.
12:2 E muitos dos que dormem no pó da terra acordarão, [ressurreição a partir 1914 dos 24 anciãos e muitos no reino milenar] uns para a vida eterna [os ungidos a partir em 1914 e outros obedientes no reino milenar], outros [ressurreição no milênio] para a desonra e para o desprezo eterno.
12:3 “E os que têm discernimento [ungidos vivos a partir 1914] brilharão tão claramente como os céus, e os que levam muitos [a grande multidão] à justiça como as estrelas], para todo o sempre [no reino milenar].
12:4 “Quanto a você, Daniel, mantenha em segredo as palavras e sele o livro [de Daniel] até o tempo do fim [1914]. Muitos farão uma busca, e o conhecimento verdadeiro se tornará abundante.”
12:5 Então eu, Daniel, vi dois outros [anjos] de pé ali: um na margem de cá do rio e outro na margem de lá do rio.
12:6 E um deles [dos anjos] disse ao homem vestido de linho, [Jesus] , que estava acima das águas do rio: “Quanto tempo passará até o fim dessas coisas maravilhosas?”
12:7 Depois ouvi o homem vestido de linho [Jesus], que estava acima das águas do rio; ele [Jesus] levantou a mão direita e a mão esquerda para os céus e jurou por Aquele [Jeová] que vive para sempre: “Passará um tempo determinado, tempos determinados e metade de um tempo. Assim que se terminar de despedaçar o poder do povo santo, todas essas coisas chegarão ao seu fim.”
O livro de Apocalipse 12:7, 10, 12 menciona especificamente Miguel relacionado com o estabelecimento do Reino de Deus, no céu, e liga este evento com tribulação para a terra: “E irrompeu uma guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam com o dragão, e o dragão e os seus anjos batalhavam. E ouvi uma voz alta no céu dizer: ‘Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, porque foi lançado para baixo o acusador dos nossos irmãos ..... Por esta razão, regozijai-vos, ó céus, e vós os que neles residis! Ai da terra e do mar.’”
Jesus Cristo é mais adiante retratado como chefiando os exércitos celestiais na guerra contra as nações da terra. (Apoc. 19:11-16)
Isto significaria um período de aflição para elas, que logicamente estaria incluído no “tempo de aflição” associado com Miguel pôr-se de pé. (Da 12:1)
Visto que o Filho de Deus deve combater as nações, é apenas razoável que foi ele quem anteriormente, com seus anjos, batalhara contra o dragão sobre-humano, Satanás, o Diabo, e os anjos dele.
Daniel 12: 7, 1260 dias [3 tempos e meio].
“E comecei a ouvir o homem vestido de linho [Jesus], que estava acima das águas do rio, quando passou a levantar a sua mão direita e a sua mão esquerda para os céus e a jurar por Aquele que vive por tempo indefinido: ‘Será por um tempo designado, tempos designados e uma metade. E assim que se tiver posto fim ao espatifamento do poder do povo santo, acabarão todas estas coisas.’” (Daniel 12:7)
Esse assunto é solene. O anjo levantou as mãos em juramento, talvez para que esse gesto fosse visto pelos dois anjos em lados opostos do largo rio. Ele enfatiza com isso a absoluta certeza do cumprimento dessa profecia. No entanto, quando é que ocorrem esses tempos designados? A resposta não é tão difícil de achar como talvez você esteja pensando.
Essa profecia é notavelmente similar a duas outras profecias. Uma delas, que consideramos no Capítulo 9 deste livro, encontra-se em Daniel 7:25; as outras, em Apocalipse 10:1-12; 11:3, 7, 9. Note alguns dos paralelos. Cada uma se refere ao tempo do fim. Ambas as profecias relacionam-se com santos servos de Deus, mostrando que são perseguidos e até mesmo temporariamente incapazes de realizar sua pregação pública.
Cada profecia mostra que os servos de Deus revivem e então reassumem sua obra, frustrando seus perseguidores. E cada uma delas menciona a duração desse tempo de dificuldades dos santos. Ambas as profecias em Daniel (7:25 e 12:7) mencionam ‘um tempo, tempos e metade de um tempo’.
Os eruditos em geral entendem que isso significa três tempos e meio. Apocalipse menciona o mesmo período como 42 meses, ou 1.260 dias. Apoc. 11:2, 3 Isso confirma que os três tempos e meio em Daniel se referem a três anos e meio de 360 dias cada um. Mas quando começaram esses 1.260 dias?
A profecia é bastante explícita quanto ao fim dos 1.260 dias, quando “se tiver posto fim ao espatifamento do poder do povo santo”. Em meados do ano de 1918, membros na liderança da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos EUA), inclusive seu presidente, J. F. Rutherford, foram condenados sob acusações falsas, sentenciados a longos termos de detenção e encarcerados. Os santos de Deus viram mesmo sua obra ‘espatifada’ e seu poder quebrado. Contando três anos e meio para trás, desde meados de 1918, chegamos ao fim de 1914.
Naquela época, o pequeno grupo de ungidos preparava-se para o início da perseguição. Havia estourado a Primeira Guerra Mundial, (Apoc. 6:2-4) e a oposição à obra deles estava aumentando. Para o ano de 1915, eles até mesmo basearam seu texto do ano nesta pergunta que Cristo fez aos seus seguidores: “Podeis vós beber do meu cálice?” (Mateus 20:22, King James Version)
Conforme predito em Apocalipse 11:3, o período de 1.260 dias que se seguiu foi um tempo triste para os ungidos, foi como se estivessem profetizando trajados de saco. A perseguição aumentou. Alguns deles foram encarcerados, outros foram atacados por turbas, e mais outros foram torturados. Muitos ficaram desanimados com a morte do primeiro presidente da Sociedade, C. T. Russell, em 1916. No entanto, o que aconteceria depois que esse tempo tenebroso terminasse com a eliminação desses santos como organização pregadora?
A profecia paralela, encontrada em Apocalipse 11:3, 9, 11, mostra que, depois de as “duas testemunhas” terem sido mortas, elas jazeriam, três dias e meio, até reviverem. De modo similar, a profecia no capítulo 12 de Daniel mostra que os santos não permaneceriam calados porque ainda tinham mais trabalho a fazer.
12:8 Quanto a mim [Daniel], ouvi, mas não consegui entender, de modo que perguntei: “Ó meu senhor [Jesus], qual será o resultado dessas coisas?”
12:9 Então ele [Jesus] disse: “Vá, Daniel, porque as palavras devem ser mantidas em segredo e seladas até o tempo do fim. [a Partir de 1914]
12:10 [Jesus falando] Muitos se purificarão, [à partir 1914] se embranquecerão e serão refinados. E os maus farão o que é mau, e nenhum dos maus entenderá; mas os que têm discernimento entenderão.
12:11 [Jesus falando] “E, a partir do tempo em que for removido o sacrifício constante [pregação publica sistemática] e for estabelecida a coisa repugnante que causa desolação, [liga das nações], haverá 1.290 dias.
Daniel 12: 11, 1290 dias.
“Desde o tempo em que se remover o sacrifício contínuo [1915] e se constituir a coisa repugnante que causa desolação, haverá mil duzentos e noventa dias.”
De modo que esse período começaria quando certas condições existissem. “O sacrifício contínuo” teria de ser removido. (Daniel 12:11)
A que sacrifício se referia o anjo? Não aos sacrifícios de animais num templo terrestre. Pois até mesmo o templo que antes havia em Jerusalém era apenas “uma cópia da realidade”, o grande templo espiritual de Jeová, que passou a funcionar quando Cristo se tornou seu Sumo Sacerdote em 29 EC.
Nesse templo espiritual, representando o arranjo de Deus para a adoração pura, não há necessidade de contínuas ofertas pelo pecado, pois ‘Cristo foi oferecido uma vez para sempre, para levar os pecados de muitos’. (Hebreus 9:24-28)
No entanto, todos os verdadeiros cristãos oferecem sacrifícios nesse templo [templo espiritual]. O apóstolo Paulo escreveu: “Por intermédio dele [Cristo], ofereçamos sempre a Deus um sacrifício de louvor, isto é, o fruto de lábios que fazem declaração pública do seu nome.” (Hebreus 13:15)
Portanto, essa primeira condição da profecia, a remoção do “sacrifício contínuo”, se cumpriu em meados de 1915, quando a pregação foi praticamente suspensa, com o ingresso do E. Unidos na I Guerra Mundial, e início perseguição efetiva dos cristãos ungidos.
No entanto, que dizer da segunda condição, de se “constituir” ou instalar “a coisa repugnante que causa desolação[ liga das nações] ”? Conforme vimos na nossa consideração de Daniel 11:31, essa coisa repugnante primeiro foi a Liga das Nações e mais tarde ressurgiu como as Nações Unidas. Ambas são repugnantes no sentido de terem sido proclamadas como a única esperança de paz na Terra.
De modo que, no coração de muitos, essas instituições passaram a tomar o lugar do Reino de Deus! A Liga foi oficialmente proposta em janeiro de 1919. Naquela época, satisfizeram-se ambas as condições de Daniel 12:11.
De modo que os 1.290 dias começaram em meados de 1915 (ingresso dos E. Unidos na Guerra) e se estenderam até 01/1919 fundação da coisa repugnante, a Liga das Nações. Todos estudantes da Bíblia porém ainda não tinham sido livres para a obra mundial de pregação a frente.
Daniel 12:12, 1335 dias - Apocalipse 13:5-9.
12:12 [Jesus falando]“Feliz aquele que se mantém na expectativa e chega aos 1.335 dias!
” Estes 1.335 dias, ou três anos, oito meses e meio, evidentemente começaram em meados do ano de 1915, e terminam na soltura de todos ungidos da prisão em março de 1919. Após suas liberdades organizaram as atividades da pregação das boas novas do Reino de Deus.
Nesta Ocasião, 03/19, surgiu o Escravo fiel e prudente ferramenta de Jeová e Jesus, para pregarmos as boas novas no tempo do fim. Desde então, o povo de Deus "muito feliz" num paraíso espiritual. Mat. 24:45-47.
Além do que no ano 1919, Jesus na sua "parousia" dissipou com a GRANDE APOSTASIA. 2 Tes. 2:1-3, 8-11.
Percebendo que sua obra estava longe de estar acabada, atarefaram-se imediatamente, organizando um congresso para setembro de 1919 e outros congressos todos anos posteriores, felizes até os dias de hoje.
Em março de 1919, o presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) e seus associados íntimos foram libertados da prisão. Foram inocentados das acusações falsas contra eles. Assim terminou o espatifamento do poder do povo santo
12:13 [Jesus falando] “Quanto a você, continue até o fim. Você descansará, mas no fim dos dias [início do reino milenar] se levantará para receber a sua porção.”
MATÉRIAS ADICIONAIS
CURSO COMPLETO
O QUE É O LIVRO DE APOCALIPSE?
São várias visões (16) fornecidas por Deus de fatos e ocorrências expressas em símbolos, no domínio celestial e terrestre. Estes fatos ocorrem durante a presença régia messiânica (parousia), à partir de 1914 até o Armagedom. As últimas visões são do reinado milenar de Cristo. Todas estas visões nos levam ao clímax do cumprimento de Gênesis 3:15, a primeira profecia da bíblia depois da queda do homem e perda do Paraíso. (Pecado Adâmico). O REINO DE DEUS RESTAURANDO A PERFEIÇÃO DO HOMEM E O PARAÍSO TERRESTRE PERDIDO.
APOCALIPSE FÁCIL
CAPÍTULO 1.
PREFÁCIO, APRESENTAÇÕES, VISÃO DE JESUS
NO CÉU NO DIA DELE, 1914-ATÉ O ARMAGEDOM.
VERSUS 1-3, PREFÁCIO DA CARTA - Revelação de Deus por meio de Jesus
1:1- Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João; Por que Jesus precisa de revelação de Deus? Quem é este Deus que revelou as coisas para Jesus? Deus revelou para êle mesmo?
1:2- O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, de tudo quanto viu.
1:3- Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Trad. ALA.

1:4 João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono;
NOS VERSUS 4 a 7, SAUDAÇÕES DO APOSTOLO JOÃO ÀS SETE CONGREGAÇÕES, ( à todas congregações hoje, a partir de 1914). Quem é o locutor de Apoc.4 a 7? João começa a falar no versus 4 e para de falar no versus 7. Na apresentação de João, versus 4 e 5, saúda e dedica as 7 igrejas, e a outras “pessoas” e quem são elas? João saúda o espírito santo? As 7 "igrejas" são todas congregações ungidas e posteriormente as outras ovelhas no dia do senhor.
1:5 e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados,
1:6 e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém. Então é da parte de Deus, do Filho, e dos sete espíritos? E quem são os sete espíritos?
Na descrição de Deus (DEUS SEU PAI) e de Cristo, e dos sete espíritos qual a diferença entre eles?
1:7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. Trad. ALA.
No VERSUS 7, João ainda fala sobre Jesus que ele vem com as nuvens e todo olho o verá. Jesus "vem" no fim da sua "parousia ou presença " junto com Jeová e seus anjos e mais os escolhidos e fiéis, (Sal. 110:5,6; Apoc. 17:14) para a grande guerra do DEUS todo poderoso (Armagedom, Apoc. 16:14-16). E você, acha que somente Jesus "vem" de carne e osso de forma visível? Ou veremos a manifestação da sua vinda (consequências) com o olho do entendimento (com as nuvens)? Ef. 1:18.
1:8 Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor (Jeová) Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso. JEOVÁ SE APRESENTA, pela primeira vez. Apoc 1:4.
Quando Deus o todo poderoso Jeová virá? Será junto com Jesus no Armagedom. Sal. 110:5,6.
1:9 Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
1:10 Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, João “sobe” para o céu ele vê que dia? Como será e quando será este “dia do Senhor”? (Parousia-1914 até o Armagedom). O que representam no dia do Senhor as sete congregações? Todas congregações cristãs a partir de 1914. Apoc. 1:20.
1:11 que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodiceia.
1:20 Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas. As sete estrelas é cada um dos anciãos que dirige cada congregação no dia de Cristo, nos dias de hoje. (Parousia).
Os sete anjos de cada congregação representa os anciãos Ungidos que dirigem as congregações no dia do Senhor, pois no começo do dia do senhor todos cristãos eram ungidos.
Os sete candeeiros (candelabros) representam todas as congregações no dia do Senhor. É claro, que em 96 DC, existiam muito mais de 7 congregações literais. Atos 1:8, Col. 1:23.