144.000 - SÃO OS PRÍNCIPES QUE VIVERÃO NA TERRA NO REINO MILENAR?
A BÍBLIA relata casamento profético que indicará quem são os "OS PRÍNCIPES" QUE VIVERÃO NA TERRA NO REINO MILENAR DE CRISTO! ELES NÃO SÃO OS MESMOS 144.000.
Jesus, como homem na terra, teve reis por antepassados. O salmista menciona que ele teria antepassados terrestres. Muitos deles, do Rei Joaquim para trás, até o Rei Davi, tinham sido seus “associados” na participação no reino estabelecido por Deus e em sentar-se no “trono de Jeová”. (1 Crô. 29:23; 2 Crô. 13:5, 8; Mat. 1:6-12) Esses antepassados régios, sem dúvida, exultavam com o seu reinado sobre o povo escolhido de Deus. Mas, nenhum desses “associados” régios podia exultar assim como o glorificado Jesus Cristo. Seu reino é muito superior ao deles, sendo celestial, sim, superangélico. Jeová, o Deus de Jesus Cristo, ungiu-o mais abundantemente com o “óleo de exultação” por causa de sua perfeita e incorruptível devoção à justiça de Deus.
CASAMENTO E FILHOS
Depois de Jesus Cristo ter travado a guerra vitoriosa contra seus inimigos na terra, ele poderá voltar sua atenção para empreendimentos pacíficos. O salmista inspirado o retrata como casando-se e constituindo família. Isso talvez pareça surpreendente, visto que o Filho de Deus não se tornou homem, na terra, para se casar com uma das filhas dos homens.
Por isso, suscitam-se perguntas sobre como se cumprem as palavras adicionais do Salmo 45:5 “Todas as tuas vestes são mirra, e aloés, e cássia; desde o grandioso palácio de marfim te alegraram os próprios instrumentos de cordas. Filhas de reis estão entre as tuas mulheres preciosas. A consorte real tomou a sua posição à tua direita em ouro de Ofir. Escuta, ó filha, e vê, e inclina teu ouvido; e esquece-te do teu povo e da casa de teu pai. E o rei almejará a tua lindeza, pois ele é teu senhor, por isso, curva-te diante dele. Também a filha de Tiro com um presente — os ricos do povo abrandarão a tua própria face. A filha do rei está toda gloriosa dentro da casa; sua vestimenta está com engastes de ouro. Será levada ao rei em vestes tecidas.” — Sal. 45:8-14a.
Então, quem é a “filha do rei”, que é levada ao almejante rei para o casamento, enquanto música instrumental, formal, alegra a ocasião? Ela é deveras a filha dum Rei, a saber, Jeová Deus, o “Rei da eternidade”. (Apoc. 15:3) De modo que ela é princesa. É a glorificada congregação cristã de 144.000 membros, que são considerados como unidade, como corpo composto. João, o Batizador, teve o privilégio honroso de apresentar os primeiros membros desta companhia nupcial a Jesus Cristo, na terra. João disse: “Quem tem a noiva é o noivo. No entanto, o amigo do noivo, estando em pé e ouvindo-o, tem muita alegria por causa da voz do noivo. Esta alegria minha, por isso, ficou completa.” — João 3:29; 1:35-42; Apoc. 14:1-5.
Do mesmo modo, por fazerem discípulos de Cristo, o apóstolo Paulo e os outros apóstolos esposaram-nos qual “virgem casta” com Jesus Cristo, como “um só marido”. (2 Cor. 11:2) Igual a uma noiva, que parte da casa de seus pais para se juntar a seu marido e viver com ele, os discípulos prometidos em casamento ao Noivo celestial precisam esquecer-se de sua própria gente terrena e da casa de seu pai terrestre, e fixar suas afeições no seu Noivo celestial, Jesus Cristo. Terminando sua carreira terrestre fielmente em castidade virgem, têm de aguardar a voz de seu Noivo, ao passo que os chama na ressurreição dentre os mortos. (1 Tes. 4:16, 17; João 6:54)
No céu, todos os 144.000 juntos constituem a “filha” de Jeová, o Rei, visto que Ele os gerou, por meio de seu espírito, por ser seu Pai adotivo. Unidos constituem a Nova Jerusalém, que é chamada de “a noiva, a esposa do Cordeiro”. Nesta ocasião, ela está “preparada como noiva adornada para seu marido”. Apoc. 21:2, 9.
É um acontecimento régio, este casamento dum filho de rei com uma filha de rei. Isto torna apropriada a presença de realeza, de uma “consorte real” e de princesas. Todos os da organização celestial de Deus, qual “esposa” real deste “Rei da eternidade”, alegram-se iguais a uma mãe, sendo que os membros angélicos desta organização se regozijam quais princesas. Todas estas criaturas celestiais se lembram de que foi Jeová Deus quem tornou tudo isso possível, e, por isso, dizem: “Alegremo-nos e estejamos cheios de alegria, e demos-lhe a glória, porque chegou o casamento do Cordeiro e a sua esposa já se preparou.” Apoc. 19:7.
Mas, será que alguém na terra se alegrará junto com os santos céus por causa deste brilhante acontecimento de importância universal? Sim! O Salmo 45:14b, 15, indica isso, ao prosseguir: “As virgens no seu séquito [no da noiva], como suas companheiras, são levadas para dentro a ti [o Rei Noivo]. Serão levadas com alegria e júbilo; entrarão no palácio do rei.” Então, onde se dá o regozijo destas companheiras virgens da Noiva? É verdade que se diz que entram no palácio do rei, que é celestial, mas, será que se casam com o rei? Não! Claro que não, porque não chegam nem a estar desposadas com ele. Por isso não são geradas pelo espírito de Deus para a vida celestial. João 3:3, 5.
Os membros da classe da “filha do rei” estão desposados com Cristo aqui na terra, enquanto ainda são humanos. De modo que as damas de honra, que apenas estão “no seu séquito” e que não estão prometidas em casamento ao Noivo Rei, são uma classe terrena. Aparecem na terra quando o casamento celestial está para ser consumado. Estas companheiras virgens, portanto, retratam os da “grande multidão”, que começaram a aparecer neste “tempo do fim” e que se juntam aos do restante da classe da noiva, antes de estes deixarem o cenário terrestre para se juntarem ao Noivo, Jesus Cristo, no céu. Bem em harmonia com isso, a “grande multidão”, conforme predita em Apocalipse 7:9-17, começou a formar-se em 1935 e passou a associar-se com os últimos membros da classe da noiva, gerada pelo espírito. Sendo preservada através da vindoura “grande tribulação”, estará viva aqui na terra quando houver o casamento celestial. Alegrar-se-á muito com este evento. Sal. 45:15.
“PRÍNCIPES EM TODA A TERRA”
Quando Jesus Cristo esteve na terra, ele teve antepassados ilustres. Mas, sua glória atual e a futura não dependem do brilho transmitido por esses antepassados. Com ele, a dinastia real do Rei Davi torna-se permanente, porque ele é o Herdeiro Permanente do Rei Davi, e seu reino nunca passará para um sucessor. (Luc. 1:31-33) Entretanto, o Salmo 45:16 retrata seu casamento com a congregação de 144.000 glorificados discípulos como frutífero, assim como o casamento deve ser. Por isso, este versículo, dirigido ao Noivo Rei, diz: “Em lugar de teus antepassados virá a haver teus filhos, os quais designarás para príncipes em toda a terra.”
Nenhum destes “filhos” se tornará sucessor do Rei celestial. A posição de príncipe, na terra, é o posto mais elevado que qualquer destes “filhos” poderá alcançar. Para serem designados “príncipes em toda a terra”, terá de haver muitos deles. O Rei Jesus terá “filhos” suficientes para este fim, pois, além de seu título “Deus Poderoso”, outro de seus títulos será “Pai Eterno”. (Isa 9:6) Seu perfeito sacrifício humano a favor de toda a humanidade o habilita a se tornar tal. Comprou a todos por meio deste sacrifício resgatador.
Por conseguinte, o Rei pode tornar-se o dador da vida para a “grande multidão” de damas de honra, que sobrevivem à “grande tribulação” e vêm a estar sob o seu reino milenar. Ele também se pode tornar o pai de todos os mortos da humanidade, inclusive de seus antepassados terrenos. Como? Por ressuscitá-los dentre os mortos, para viverem novamente aqui, na terra. (João 5:28, 29) Os homens dignos, tementes a Deus, dentre todos esses filhos terrestres, podem ser constituídos por ele em “príncipes em toda a terra”. Assim, exercerá seu domínio em todo o globo. Logicamente, os da “grande multidão” que sobrevivem à “grande tribulação” e se tornam os primeiros súditos terrestres de seu reino provêm ao Rei seus primeiros “príncipes”, a fim de servirem como seus representantes terrestres.
Quão grande será este privilégio! A esses “príncipes” dentre a “grande multidão” juntar-se-ão outros no serviço oficial, porque os antepassados de Jesus Cristo, e outros homens fiéis, de Abel a João, o Batizador, serão ressuscitados e constituídos seus representantes principescos. Que grandioso governo incorruptível este arranjo garantirá a toda a humanidade! Este é o muito necessitado governo, que Jeová Deus se propõe estabelecer para substituir todos os atuais governos nacionais, que em breve terão de levar em conta o Rei vitorioso, Jesus Cristo.
Não palpita nosso coração em vista de tal perspectiva ‘boa’ para o futuro próximo, assim como palpitou o coração do antigo salmista inspirado? Sim, e em resposta alegre, nossa língua adota as palavras finais do salmista, que ele dirigiu ao encantador Rei Jesus, cujo governo é apoiado pelo próprio trono de Deus: “Vou fazer menção do teu nome (Jesus) por todas as gerações vindouras. Por isso é que os próprios povos te elogiarão por tempo indefinido, para todo o sempre.” — Sal. 45:17.
OS PRÍNCIPES NA TERRA
Nos capítulos 44 a 48, Ezequiel tem uma visão, da divisão das terras entre as doze tribos de Israel na repatriação da nação Judaica. Ele descreve uma faixa administrativa de terra que se estendia desde a fronteira oriental junto ao rio Jordão e o mar Morto, até o mar Ocidental ou Mediterrâneo. (Centro da Terra) Ao norte e ao sul desta faixa, e paralelos a ela, havia setores de terra designados às tribos de Israel. Isto é um modelo profético para cumprir nos novos céus e nova terra. 2 Ped. 3:13.
Dentro da faixa de terra havia um setor quadrado 13 km de cada lado, chamado de contribuição, que por sua vez estava dividido em três setores: O setor setentrional era designado aos levitas não-sacerdotais, o setor do meio continha o santuário de Jeová e o setor mais meridional continha a cidade, (cidade chamada “O Próprio Jeová Está Ali).

O governante da administração da cidade evidentemente era “o maioral”. É digno de nota que, na visão, a cidade estava separada do templo, ou santuário. Além disso, “o maioral” não era sacerdote, Portanto, no cumprimento da visão de Ezequiel, a cidade da visão evidentemente não retrata o governo celestial de Jesus Cristo, e dos seus reis e sacerdotes associados. Em vez disso retrata uma sede de administração terrestre, visível, sob a direção do Reino celestial. De modo correspondente, “o maioral” retrataria os designados como representantes ‘principescos’, visíveis, do governo celestial. Sal 45:16; Is 32:1, 2.
*QUESTIONAMENTOS DOS LEITORES*
*01- Indica o texto de Mateus 8:11 que Abraão herdará o Reino nos céus* ?
*Mateus 8:11* "Mas eu lhes digo que muitos virão do leste e do oeste e *se recostarão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, no Reino dos céus* ,"
Onde será que Abraão colocará sua mesa de alimentos no céu ou na terra? Onde o versículo acima quis dizer? No Reino "NOS" céus, ou no Reino "DOS" céus?
A Bíblia promete que todos antepassados de Jesus serão ressuscitados aqui na TERRA se tornarão príncipes. Veja: "Seus filhos, ó rei, [Jesus] ocuparão o lugar dos seus antepassados [Abraão, Isaque, Jacó e outros]. O senhor [Jesus] os designará *como príncipes em toda a TERRA*. Salmos 45:16
Jesus se referiu aos príncipes como os futuros administradores terrestres representantes da Nova Jerusalém celestial no arraial da nova Jerusalém aqui na terra. Apoc. 20:9
O arraial ou acampamento dos santos, (OU ÁTRIO DA NOVA JERUSALÉM, representa o reino MILENAR aqui na Terra. Apoc. 20:9
Portanto, nenhum antepassado do Rei celestial Jesus irá para o Céu. Serão príncipes e não Reis e sacerdotes celestiais. Apoc. 5:9,10.
MATÉRIAS ADICIONAIS